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EMS prepara segunda caneta de semaglutida e planeja lançar nova marca após sucesso do Ozivy

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Menos de um mês após colocar no mercado o Ozivy, primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, a EMS prepara o lançamento de um segundo medicamento com o mesmo princípio ativo. A nova caneta será comercializada sob a marca Brace Pharma, empresa que integra o grupo, e a expectativa é que chegue às farmácias em novembro deste ano.

Segundo a companhia, o pedido de registro será protocolado ainda em julho, assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classificar o Ozivy como medicamento de referência. Com isso, a nova versão poderá seguir um processo regulatório mais ágil, já que utilizará um produto de referência já aprovado, sem necessidade de repetir todas as etapas exigidas para um medicamento inédito.

Embora utilize o mesmo princípio ativo do Ozivy, a nova caneta será comercializada com outra marca e terá estratégia comercial própria. A Brace Pharma, especializada em medicamentos de prescrição médica, deverá concentrar sua atuação em públicos e regiões diferentes daqueles atendidos pela marca EMS, ampliando a presença do grupo entre médicos prescritores e redes de farmácias.

Em entrevista ao NeoFeed, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que a empresa acredita em um crescimento acelerado do mercado brasileiro de semaglutida e, por isso, considera estratégico atuar com mais de uma marca. Segundo ele, a ampliação do portfólio permitirá alcançar um número maior de profissionais de saúde e fortalecer a presença da companhia nesse segmento.

A projeção da farmacêutica é comercializar cerca de 700 mil unidades da nova caneta nos primeiros 12 meses, o que pode gerar aproximadamente R$ 250 milhões em receita. Somadas às estimativas do Ozivy, que prevê vender cerca de 1,2 milhão de unidades e faturar pelo menos R$ 500 milhões no mesmo período, as duas marcas poderão ultrapassar dois milhões de canetas comercializadas e alcançar um faturamento próximo de R$ 800 milhões por ano.

A produção dos dois medicamentos ocorrerá na mesma fábrica da EMS em Hortolândia, no interior de São Paulo. A empresa afirma que a unidade foi dimensionada para atender à crescente demanda por medicamentos à base de semaglutida e que o Ozivy registrou forte procura logo após o lançamento, com vendas de cerca de R$ 100 milhões nos primeiros 15 dias de comercialização.

A iniciativa ocorre em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1. Após o fim da patente da semaglutida no país, diversas farmacêuticas passaram a disputar espaço nesse segmento, cuja expectativa é movimentar cerca de R$ 15,6 bilhões em 2026. Além da EMS, outras empresas também aguardam ou buscam aprovações regulatórias para lançar versões próprias do medicamento.

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Gazeta de Varginha

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