EPR registra queda de 47% nos focos de incêndio às margens das rodovias do Sul de Minas
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O uso de tecnologia, monitoramento e ações preventivas de conservação das faixas de domínio tem contribuído para reduzir as ocorrências de incêndios às margens das rodovias administradas pela EPR Sul de Minas e pela EPR Vias do Café.
Entre janeiro e julho de 2026, as duas concessionárias registraram, juntas, 137 atendimentos relacionados a focos de incêndio, contra 257 no mesmo período de 2025. A redução foi de aproximadamente 47%.
O resultado ganha relevância durante o período de estiagem, quando a baixa umidade, a vegetação seca e a falta de chuvas aumentam o risco de propagação do fogo. A redução das ocorrências também contribui para a segurança dos motoristas, a preservação ambiental e a proteção das comunidades próximas às rodovias.
Queda também durante os meses mais secos
Mesmo no período mais crítico da estiagem, os registros apresentaram redução. Entre maio e julho de 2025, foram contabilizados 178 focos de incêndio nas rodovias administradas pelas duas concessionárias. No mesmo período de 2026, foram 101 ocorrências, uma queda de aproximadamente 43%.
Na área administrada pela EPR Sul de Minas, o número de registros caiu de 117 para 72 ocorrências entre janeiro e julho, redução de aproximadamente 38%.
Já na EPR Vias do Café, os atendimentos passaram de 140 para 65, representando uma redução de aproximadamente 54%.
Tecnologia auxilia no monitoramento
A estratégia adotada pelas concessionárias reúne monitoramento climático em tempo real, identificação de focos de calor, conservação das faixas de domínio e ações de orientação destinadas aos usuários e às comunidades próximas às rodovias.
Entre os recursos utilizados estão os sistemas CT-Mergefire e SMAC (Sistema de Monitoramento e Alerta Climático), que auxiliam na identificação de focos de calor e de condições climáticas favoráveis ao surgimento de incêndios.
As informações são compartilhadas com os Centros de Controle Operacional (CCOs), permitindo o acionamento rápido das equipes e dos recursos disponíveis para atendimento das ocorrências.
Paralelamente, as concessionárias realizam serviços permanentes de roçada, limpeza e conservação das faixas de domínio. A retirada da vegetação seca contribui para diminuir a quantidade de material combustível e dificultar a propagação das chamas.
“O trabalho preventivo é um dos pilares da nossa estratégia de segurança viária. O uso de tecnologia, aliado ao monitoramento permanente e às ações de conservação, permite respostas mais rápidas e contribui para proteger usuários, comunidades e o patrimônio ambiental ao longo das rodovias”, afirma Marcelo Isoni, diretor-executivo das concessionárias.
Estiagem exige atenção dos motoristas
Com o avanço do período mais seco, a atenção precisa ser redobrada. A baixa umidade do ar, a vegetação ressecada e a escassez de chuvas criam condições favoráveis para o surgimento e a rápida propagação de incêndios.
Parte significativa das ocorrências registradas às margens das rodovias está relacionada à ação humana, como o descarte irregular de bitucas de cigarro, a queima de resíduos e o uso inadequado do fogo em atividades rurais.
Além dos impactos ambientais, a fumaça pode comprometer a visibilidade dos motoristas, aumentar o risco de acidentes e colocar vidas em perigo. O calor das queimadas também pode danificar equipamentos de sinalização, sistemas de comunicação e outras estruturas instaladas ao longo das rodovias.
O que fazer ao encontrar fumaça na rodovia
As concessionárias orientam os motoristas que se depararem com fumaça na pista a:
Reduzir a velocidade gradualmente e aumentar a distância do veículo da frente;
Fechar os vidros e utilizar a ventilação interna ou o ar-condicionado;
Manter o farol baixo aceso;
Evitar o uso do farol alto, que pode prejudicar ainda mais a visibilidade;
Não parar o veículo sobre a pista ou no acostamento;
Caso a visibilidade esteja severamente comprometida, procurar um local seguro fora da rodovia para aguardar.







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