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Equipes correm contra o tempo para encontrar sobreviventes após terremoto na Colômbia

  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura

REUTERS
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As operações de busca e resgate na Colômbia chegaram ao terceiro dia nesta quarta-feira (12), após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na segunda-feira (10). Mais de 220 pessoas morreram, segundo uma contagem da CNN baseada em informações de autoridades, enquanto equipes de emergência continuam procurando sobreviventes entre os escombros.

O terremoto atingiu principalmente áreas da região cafeeira colombiana e provocou danos em pelo menos cinco departamentos. A dimensão da destruição tornou a distribuição de equipes e recursos um desafio para as autoridades locais.

A União Europeia mobilizou o serviço de satélites Copernicus para auxiliar nas operações de resposta. O bloco também disponibilizou financiamento para apoiar os trabalhos de emergência, segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

O terremoto representa um dos primeiros grandes desafios enfrentados pelo presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo na semana passada. Na terça-feira (11), o governo anunciou medidas de auxílio econômico para pessoas afetadas pelo desastre, incluindo apoio financeiro para famílias que perderam suas casas e precisam de moradia temporária.

O número de mortos ainda passa por atualizações devido à atuação de diferentes autoridades regionais na contabilização das vítimas. Na manhã de terça-feira, a Asocapitales havia informado aproximadamente 180 mortes, mas o levantamento não incluía diversos municípios que não são capitais departamentais. A contagem nacional posteriormente ultrapassou 200 mortos, além de mais de 1.500 feridos.

A Asocapitales classificou Quibdó, Cali, Manizales, Pereira e Armenia como capitais departamentais em alerta vermelho. No Valle del Cauca, além das vítimas registradas em Cali, a governadora Dilian Francisca Toro informou 38 mortes em outras cidades e municípios.

A situação também foi agravada pela suspensão das operações em sete aeroportos. Em alguns deles, os danos nas pistas impediram todos os voos, enquanto em outros a interrupção ficou restrita aos serviços comerciais.

A prioridade das autoridades continua sendo localizar e resgatar pessoas presas nos escombros. A Asocapitales registrou 152 estruturas desabadas e milhares de casas afetadas.

No Valle del Cauca, cerca de 5 mil casas foram completamente destruídas, segundo o governo estadual. Em Cali, pelo menos 239 pessoas estavam presas sob os escombros, enquanto 86 já haviam sido resgatadas, de acordo com o prefeito Alejandro Eder. Em Pereira, 53 pessoas estavam presas em 58 estruturas que desabaram até a noite de segunda-feira.

A Cruz Vermelha ativou seu centro nacional de crise e mobilizou equipes de busca e resgate para Antioquia, Quindío e Caldas. Um grupo de 30 integrantes também foi enviado para Chocó, uma das regiões mais afetadas pelo terremoto.

As Nações Unidas informaram que, até o momento, não haviam recebido um pedido oficial de assistência internacional do governo colombiano. A organização, porém, afirmou estar preparada para apoiar o país caso seja solicitada. Entre as necessidades que podem ser avaliadas estão água potável, alimentos, assistência médica e kits de higiene.

O diretor-geral do Serviço Geológico da Colômbia, Julio Fierro Morales, afirmou que o terremoto foi o mais forte registrado no país na última década. Segundo ele, o tremor está relacionado à dinâmica tectônica do oeste colombiano, onde ocorre a subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana.

As equipes de emergência permanecem mobilizadas nesta quarta-feira para localizar sobreviventes e atender as comunidades atingidas pelo desastre.
Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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