Escalada da tensão no Oriente Médio amplia pressão dos EUA sobre o Irã
há 12 horas
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Os Estados Unidos ampliaram a pressão militar sobre o Irã após uma série de ataques realizados ao longo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. De acordo com informações divulgadas por fontes ligadas ao governo norte-americano, autoridades avaliaram novas possibilidades de ampliar as operações militares na região.
Segundo essas fontes, reuniões realizadas nos últimos dias analisaram estratégias para enfraquecer a capacidade iraniana de controlar o Estreito de Ormuz, ponto considerado estratégico para o comércio internacional.
Nos cinco dias anteriores, forças norte-americanas realizaram ataques diários contra posições militares iranianas localizadas ao longo da região. Entre os alvos atingidos esteve a ilha de Greater Tunb, utilizada como base pelas Forças Armadas do Irã.
Ainda de acordo com as informações, os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de restringir a navegação de embarcações comerciais na hidrovia. Autoridades também avaliaram que a destruição de equipamentos como radares e lançadores de mísseis poderia facilitar eventuais operações militares de maior alcance.
Entre as alternativas discutidas estiveram ações contra a Ilha de Kharg, considerada um dos principais centros de exportação de petróleo do Irã, além de possíveis ataques a instalações subterrâneas localizadas na chamada Montanha da Picareta, apontadas por autoridades como estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.
Nos últimos dias, representantes do governo norte-americano alternaram declarações sobre uma possível solução diplomática para o conflito. Em alguns momentos, afirmaram que o Irã demonstrava interesse em retomar negociações, enquanto, em outras ocasiões, colocaram em dúvida a disposição de Teerã para chegar a um acordo.
Apesar da intensificação das ações militares, integrantes do governo dos Estados Unidos também defenderam a continuidade das negociações diplomáticas. A avaliação apresentada foi de que operações militares podem reduzir capacidades estratégicas do Irã, mas dificilmente resolveriam, de forma definitiva, as tensões envolvendo a segurança da região e a navegação no Estreito de Ormuz.
O cenário manteve elevada a preocupação da comunidade internacional diante da possibilidade de novos desdobramentos militares em uma região considerada estratégica para o abastecimento global de energia.