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Escorpiões lideram ocorrências com animais peçonhentos durante período chuvoso em MG

  • gazetadevarginhasi
  • há 53 minutos
  • 3 min de leitura
Escorpiões lideram ocorrências com animais peçonhentos durante período chuvoso em MG
Divulgação
Minas Gerais registra quase 60 mil acidentes com animais peçonhentos em 2025.

O período chuvoso, marcado por temperaturas elevadas e maior umidade, exige atenção redobrada da população para a prevenção de acidentes com animais peçonhentos. Em 2025, Minas Gerais registrou quase 60 mil ocorrências envolvendo escorpiões, serpentes, aranhas, lagartas, abelhas e outros animais, número considerado esperado para esta época do ano e acompanhado por uma ampla rede de atendimento em todas as regiões do estado.

Apesar do volume expressivo de notificações, a maior parte dos casos é atendida de forma ambulatorial, sem necessidade de internação hospitalar. O cenário reflete a resposta ágil dos serviços de saúde, o acesso rápido ao tratamento e a importância da busca imediata por atendimento médico após picadas ou ferroadas.

Dados mais recentes apontam que os escorpiões continuam liderando os acidentes com animais peçonhentos em Minas Gerais, com mais de 42 mil registros em 2025. Na sequência aparecem ocorrências envolvendo aranhas, abelhas e serpentes. Mesmo diante desse quadro, o número de óbitos representa uma parcela reduzida do total, reforçando a relevância do diagnóstico precoce e do atendimento adequado para evitar casos graves.

De acordo com o biólogo Rafael Batista, do Serviço de Animais Peçonhentos da Fundação Ezequiel Dias (Funed), a predominância do escorpião-amarelo explica o alto número de acidentes no estado e na região Sudeste. “De maneira geral, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o mais abundante e mais comum que encontramos no estado e, por isso, é o principal responsável pelo número de acidentes envolvendo escorpiões em Minas Gerais”, afirmou.

Orientação técnica e vigilância permanente
Vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a Funed atua continuamente na vigilância, no monitoramento e na orientação técnica sobre acidentes com animais peçonhentos, oferecendo suporte aos municípios e aos profissionais de saúde em todo o estado.

Segundo Rafael Batista, o aumento das ocorrências está relacionado à alta capacidade reprodutiva da espécie e às condições climáticas, principalmente nos meses mais quentes e úmidos. “Esses fatores, como o clima mais quente e úmido, fazem com que os escorpiões apareçam mais e, consequentemente, o número de acidentes pode aumentar”, explicou.

Para reduzir os riscos, o especialista destaca medidas simples de prevenção, especialmente em residências. “É importante remover o lixo, evitar o acúmulo de resíduos e vedar frestas e ralos de banheiros, pias e portas. Essas ações ajudam a diminuir o aparecimento de escorpiões dentro das casas”, orientou.

Como identificar o acidente e buscar atendimento
Em casos de acidentes com escorpiões ou outros animais peçonhentos, a recomendação é lavar o local apenas com água e sabão e encaminhar o paciente o mais rápido possível ao hospital de referência. “O ideal é procurar atendimento o quanto antes”, ressaltou o biólogo.

Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, o Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), é referência nesse tipo de atendimento. O estado também conta com unidades especializadas, com disponibilidade de soros antivenenos quando indicados. Sempre que possível, recomenda-se registrar uma imagem do animal, sem colocá-lo em risco, para auxiliar na identificação da espécie e na condução do tratamento.

A Secretaria de Estado de Saúde disponibiliza a relação completa das unidades de soroterapia, garantindo que a população saiba onde buscar atendimento rápido e seguro. Informação, prevenção e acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) seguem como estratégias fundamentais para reduzir riscos e proteger vidas em Minas Gerais.
Fonte: AgMinas

Gazeta de Varginha

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