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Estudante de 16 anos do Ceará vence Olimpíada Internacional de Economia na China

  • 27 de jul.
  • 3 min de leitura
Reprodução
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O estudante Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia (IEO), realizada em julho, na China, e terminou a competição como o melhor participante. Aluno do 2º ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza, o jovem somou 199,469 pontos, a maior nota geral da competição, e recebeu o reconhecimento de “Overall Winner”, ou “vencedor geral”.

Ao todo, a delegação brasileira conquistou três medalhas de ouro nas provas individuais. A competição, realizada entre os dias 12 e 20 de julho, em Shenzhen, é voltada para estudantes do ensino médio e avalia conhecimentos e capacidade analítica nas áreas de economia, finanças e negócios. Cada país pode ser representado por uma equipe de até cinco alunos, selecionados por meio de competições nacionais.

O caminho de Arthur até o resultado, porém, começou de maneira diferente da trajetória de muitos estudantes que se destacam em olimpíadas acadêmicas. O jovem conta que, quando era criança, não gostava de estudar e que algumas vezes chegava a chorar enquanto fazia as tarefas. A mudança ocorreu após sua chegada a Fortaleza, em meados de 2017. Natural de São Paulo, ele se mudou com a família para o Ceará em busca de mais qualidade de vida.

Foi depois de conhecer a Olimpíada Canguru de Matemática que Arthur decidiu aceitar o desafio e começou a estudar com a ajuda do pai, Osvaldo Spuri. A experiência com as competições e a proximidade entre os dois durante os estudos fizeram o estudante descobrir uma nova relação com o aprendizado. Para ele, estudar não precisa ser uma atividade cansativa ou desagradável, e participar de olimpíadas passou a ser uma forma de aprender e se divertir.

Arthur já participou de cerca de 12 olimpíadas e afirma que encara as provas de maneira mais leve por já estar acostumado com esse tipo de competição. Na IEO, a avaliação foi dividida basicamente em duas etapas: uma prova teórica, com questões objetivas e dissertativas, e uma prova prática. Na segunda fase, os participantes precisaram desenvolver um estudo de caso em uma maratona de 24 horas, elaborando e apresentando uma solução para um problema real.

Mesmo confiante sobre seu desempenho, Arthur não imaginava que terminaria em primeiro lugar no mundo. Ele esperava ficar entre os cinco melhores, especialmente por competir com estudantes de países como Rússia e China, considerados fortes na modalidade. Quando seu nome foi anunciado como vencedor geral, o estudante disse ter ficado chocado com o resultado e destacou que o reconhecimento representava algo que nunca havia sido alcançado anteriormente.

Antes da viagem para a China, Arthur havia conquistado uma medalha de prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada em Bucaramanga, na Colômbia. O estudante se considera multidisciplinar e já enfrentou desafios em áreas como matemática, informática, história, português e física. Para ele, a preparação para olimpíadas é diferente dos estudos tradicionais, pois exige mais raciocínio lógico e capacidade de desenvolver ideias do que memorização de fórmulas e repetição de conteúdos.

As competições também proporcionaram ao jovem a oportunidade de conhecer diferentes países, como China, Colômbia, Inglaterra e os Emirados Árabes Unidos. As viagens, segundo Arthur, ampliaram sua visão de mundo e permitiram o contato com pessoas de diferentes culturas e idiomas. Ele também se orgulha de perceber o Brasil sendo reconhecido internacionalmente, especialmente na área de economia.

Para o futuro, Arthur pretende estudar no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e seguir carreira em engenharia, possivelmente nas áreas mecânica ou civil. Depois, planeja fazer um MBA e trabalhar no mercado financeiro. Apesar dos objetivos profissionais, o estudante afirma que seu maior sonho é olhar para trás no fim da vida e perceber que conseguiu causar um impacto positivo no mundo.

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Gazeta de Varginha

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