Estudo aponta que acelerar áudios e vídeos prejudica atenção e memória
29 de jul. de 2025
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Um estudo recente conduzido pela Universidade de Waterloo, no Canadá, revelou que a prática de acelerar áudios e vídeos — algo comum em aplicativos de mensagens, redes sociais e plataformas de ensino — pode afetar negativamente o funcionamento do cérebro, principalmente a memória e a capacidade de atenção.
Segundo os pesquisadores, quando a velocidade de reprodução ultrapassa duas vezes o ritmo normal, o cérebro passa a ter dificuldade para processar o fluxo intenso de informações. Isso compromete a retenção de conteúdo e torna mais difíceis atividades que exigem foco prolongado, como a leitura profunda ou aulas extensas.
A neurologista Francine Mendonça destacou que esse hábito, mantido por longos períodos, pode causar efeitos como dificuldade de concentração, irritabilidade e menor tolerância à frustração. Isso acontece porque a memória de trabalho não consegue absorver as informações com a rapidez com que são recebidas.
Embora muitos estudantes e profissionais usem esse recurso para economizar tempo, especialmente quando conciliam trabalho, estudo e outras responsabilidades, os especialistas alertam que o uso frequente pode se transformar em um empecilho para o próprio aprendizado.
Outro ponto que preocupa os pesquisadores é o consumo crescente de vídeos curtos e acelerados por adolescentes e jovens adultos. A exposição constante a esse tipo de conteúdo pode reconfigurar os hábitos de atenção e dificultar o engajamento em tarefas mais lentas, como ler um livro ou assistir a uma palestra inteira.
A recomendação é reduzir gradualmente a velocidade dos conteúdos consumidos, limitar o tempo de exposição às redes sociais e priorizar atividades que envolvam atenção contínua, como leitura e exercícios cognitivos.
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