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Estudo aponta que renda familiar pode reduzir risco de inadimplĂȘncia em atĂ© 31%

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O levantamento mostra que consumidores inseridos em residĂȘncias com maior renda apresentam menor probabilidade de atrasar pagamentos, principalmente entre idosos, jovens e pessoas de baixa renda.
De acordo com os dados, entre consumidores com 60 anos ou mais, a taxa de inadimplĂȘncia cai de 9,4% para 6,5% quando essas pessoas vivem em domicĂ­lios com renda superior a cinco salĂĄrios mĂ­nimos, o que representa redução prĂłxima de 31%.
Entre jovens de até 25 anos, o índice recua de 15,9% para 12,1%, uma queda de aproximadamente 24% no mesmo cenårio.
Segundo o vice-presidente de Crédito e Software Solutions da Serasa Experian, Eduardo Monåco, as diferenças entre as faixas etårias estão relacionadas ao perfil financeiro de cada grupo.
Ele afirma que consumidores mais velhos costumam apresentar comportamento financeiro mais estĂĄvel e previsĂ­vel, fazendo com que informaçÔes ligadas Ă  renda da residĂȘncia tenham peso ainda maior na avaliação de risco.
JĂĄ no caso dos jovens, fatores como inĂ­cio da vida financeira, menor histĂłrico de crĂ©dito e maior instabilidade de renda continuam influenciando diretamente os Ă­ndices de inadimplĂȘncia.
A pesquisa considera inadimplentes consumidores com atrasos superiores a 60 dias após a concessão do crédito.
No cenĂĄrio geral, a taxa de inadimplĂȘncia cai de 11,4% para 8,1% quando comparados domicĂ­lios de menor e maior renda, redução prĂłxima de 29%.
Entre consumidores com renda individual de atĂ© dois salĂĄrios mĂ­nimos, a inadimplĂȘncia recua de 13% para 10,8% quando essas pessoas vivem em residĂȘncias de renda mais elevada.
Segundo a Serasa Experian, os dados mostram que a renda do domicílio complementa a renda individual na leitura de risco de crédito, permitindo avaliaçÔes mais amplas sobre a capacidade financeira do consumidor.
A empresa destaca ainda que o modelo pode ampliar o acesso ao crédito para grupos tradicionalmente considerados mais arriscados, como jovens, trabalhadores informais e consumidores com pouco histórico financeiro.

Gazeta de Varginha

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