Estudo aponta redução significativa do linfoma em 90% dos pacientes tratados com terapia CAR-T desenvolvida pela USP
10 de jun.
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) divulgaram resultados de um estudo que demonstrou uma redução significativa da doença em nove de cada dez pacientes com linfoma não Hodgkin submetidos à terapia CAR-T desenvolvida pela instituição. Os dados reforçam o potencial do tratamento brasileiro para pacientes que não haviam respondido adequadamente às terapias convencionais.
A terapia CAR-T é uma forma de imunoterapia que utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerígenas. Após serem reprogramadas, essas células são reinfundidas no organismo, onde passam a atuar contra o tumor.
Segundo os resultados apresentados no estudo, aproximadamente 90% dos pacientes tratados apresentaram resposta importante à terapia, com redução expressiva da carga tumoral. O tratamento foi aplicado em pessoas com linfoma não Hodgkin em estágio avançado ou com doença resistente às abordagens tradicionais.
Os pesquisadores destacam que os resultados obtidos representam um avanço relevante para a medicina brasileira, especialmente por se tratar de uma tecnologia desenvolvida no país. Além do potencial terapêutico, a produção nacional pode contribuir para ampliar o acesso ao tratamento, que atualmente possui alto custo quando adquirido por meio de tecnologias importadas.
O estudo integra os esforços do Centro de Terapia Celular da USP e de instituições parceiras para desenvolver terapias avançadas contra o câncer. Os pesquisadores continuam acompanhando os pacientes para avaliar a duração das respostas e os efeitos a longo prazo do tratamento.
Especialistas ressaltam que, embora os resultados sejam considerados bastante animadores, a terapia ainda requer acompanhamento contínuo e avaliações adicionais para consolidar seu impacto sobre a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. O avanço, contudo, é visto como um marco para a pesquisa científica brasileira e para o desenvolvimento de novas estratégias no combate aos linfomas.
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