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Estudo da UFMG relaciona equilíbrio corporal ao desempenho de leitura e escrita em crianças

  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Fonoaudiológicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou uma relação entre o equilíbrio postural e as habilidades de leitura e escrita em crianças. O estudo, realizado pela mestranda Ana Beatrice Peixoto Mário, investigou como o controle do equilíbrio pode influenciar o desempenho escolar.
A pesquisa envolveu 70 estudantes, com idades entre 7 e 11 anos, matriculados entre o 2º e o 5º ano do Ensino Fundamental. As crianças passaram por testes de leitura, escrita e equilíbrio corporal.
Segundo a pesquisadora, o desenvolvimento da escrita depende da integração de diferentes sistemas sensoriais. Para escrever e ler, é necessária a coordenação entre visão, movimentos do corpo e percepção espacial. Nesse processo, o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, auxilia a coordenação dos movimentos oculares e a estabilidade corporal.
O equilíbrio foi avaliado por meio de posturografia computadorizada, enquanto a literacia foi analisada por testes de velocidade, fluência e compreensão da leitura, além da ortografia e da fluência na escrita.
Entre os participantes, 55,7% eram meninas e 44,3% meninos. O levantamento também mostrou que 82,9% tinham hábito regular de leitura e 81,4% praticavam atividades físicas regularmente.
Os resultados apontaram uma associação entre o controle postural e o desempenho em leitura e escrita. Crianças com melhor equilíbrio apresentaram melhor compreensão textual, maior fluência na leitura e mais velocidade na escrita. O estudo também indicou que a postura durante a leitura pode refletir o nível de integração sensorial, reforçando a necessidade de novas pesquisas.
Outro dado observado foi a relação entre o movimento da cabeça e o desempenho do sistema vestibular. As crianças que movimentavam a cabeça lateralmente durante a leitura em voz alta apresentaram índice vestibular médio de 92,6%, enquanto aquelas que mantinham a cabeça mais estável registraram média de 95,3%. Segundo a pesquisadora, quando o cérebro não precisa dedicar tanta atenção à manutenção do equilíbrio corporal, consegue concentrar mais recursos em atividades como leitura, compreensão e aprendizagem.
Fonte: UFMG

Gazeta de Varginha

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