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Estudo: Quase Metade dos Casos de Demência Podem Ser Prevenidos com Estilo de Vida Saudável

5 de ago. de 2024
1 min de leitura
Um novo estudo apresentado pela revista The Lancet na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer (AAIC 2024) revela que quase metade dos casos de demência no mundo poderiam ser prevenidos ou retardados ao evitar fatores de risco desde a infância até o fim da vida. Segundo a pesquisa, abordar 14 fatores de risco modificáveis ao longo da vida pode reduzir significativamente os casos de demência, contrariando as tendências globais de aumento dessa condição.
O estudo indica que 7% dos casos de demência estão associados ao colesterol ruim na meia-idade (por volta dos 40 anos), enquanto 2% estão relacionados à perda de visão não tratada na vida adulta. Estes fatores se somam aos 12 já identificados pela Comissão Lancet em 2020: níveis mais baixos de educação, deficiência auditiva, pressão alta, tabagismo, obesidade, depressão, sedentarismo, diabetes, consumo excessivo de álcool, lesão cerebral traumática, poluição do ar e isolamento social. Juntos, esses fatores estão associados a 40% de todos os casos de demência.
O estudo destaca que a deficiência auditiva e o colesterol alto são os fatores de risco mais fortemente associados ao desenvolvimento da demência, juntamente com o baixo nível educacional na infância e o isolamento social na vida adulta. O relatório, desenvolvido por 27 especialistas mundiais em demência, pede aos governos que implementem planos para lidar com esses riscos ao longo da vida, argumentando que quanto mais cedo esses fatores de risco forem abordados e reduzidos, melhores serão os resultados no futuro.
O documento sugere um conjunto de mudanças nas políticas e no estilo de vida para prevenir e gerenciar a demência, incentivando uma abordagem proativa para a saúde cerebral desde a infância.

Fonte:CNN

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