Estudo revela impacto das más condições das calçadas na vida de idosos
há 24 horas
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Divulgação/Mais da metade das mulheres idosas teme cair em vias públicas, aponta pesquisa
Calçadas com defeitos geram medo de quedas em 42,7% dos idosos brasileiros, aponta estudo.
Pesquisa da Fiocruz e UFMG mostra impacto na mobilidade, autonomia e qualidade de vida da população idosa.
Defeitos em calçadas e problemas de acessibilidade nas vias públicas provocam medo de quedas em 42,7% dos idosos brasileiros, segundo dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais.
O levantamento aponta que o problema afeta de forma mais intensa mulheres e idosos com idade mais avançada. Entre as mulheres, o índice chega a 50,5%, enquanto entre pessoas com 80 anos ou mais o percentual alcança 63,1%.
De acordo com o estudo, o receio de sofrer quedas em calçadas irregulares ou mal conservadas compromete diretamente a mobilidade, a independência e a qualidade de vida da população idosa.
Os pesquisadores também identificaram que 20,9% dos entrevistados relataram ter sofrido ao menos uma queda nos últimos 12 meses, reforçando o impacto dos problemas estruturais urbanos na segurança dos idosos.
Além dos riscos físicos, o medo de cair acaba reduzindo a circulação das pessoas idosas em espaços públicos, limitando atividades cotidianas e contribuindo para o isolamento social e a perda de autonomia.
O estudo chama atenção para a necessidade de investimentos em acessibilidade, manutenção das calçadas e adaptação das cidades ao envelhecimento da população brasileira.
Especialistas destacam que ambientes urbanos seguros e acessíveis são fundamentais para garantir qualidade de vida, inclusão social e envelhecimento saudável.
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