Mulher é presa em São Paulo por gravar torturas contra animais e vender vídeos nas redes sociais
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Reprodução
Uma mulher identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa na manhã desta quinta-feira na Bela Vista, região central de São Paulo, suspeita de gravar torturas contra animais e comercializar os vídeos em plataformas digitais. A prisão foi realizada pela 3ª delegacia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, especializada em crimes contra o meio ambiente.
As investigações começaram após uma denúncia feita por uma ONG da Bulgária. Segundo a Polícia Civil, os conteúdos mostravam agressões contra coelhos e pintinhos e eram vendidos para usuários da Europa em plataformas como Discord e serviços semelhantes. Os investigadores afirmam que os vídeos eram comercializados por valores entre 20 e 50 euros.
A suspeita foi identificada pelos policiais por meio de tatuagens e marcas nas pernas que apareciam nas gravações. De acordo com as investigações, já existia um mandado judicial expedido para a prisão dela antes da operação realizada nesta quinta-feira.
No momento em que foi detida, Daiana confessou os crimes, mas afirmou que os conteúdos eram antigos. Quando questionada pelos policiais sobre o paradeiro dos animais utilizados nas gravações, ela preferiu permanecer em silêncio.
Durante as buscas no apartamento da investigada, os policiais encontraram os calçados usados nas gravações, incluindo saltos altos e tênis de plataforma. Segundo os investigadores, os vídeos mostram a mulher pisando nos animais, geralmente filhotes, enquanto aparece sem roupas nas imagens. O conteúdo não foi divulgado devido à violência das cenas.
A empresária deverá responder pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência. As investigações também buscam identificar há quanto tempo os crimes eram praticados e quantos vídeos foram vendidos pelas plataformas digitais utilizadas pela suspeita.
Em nota, o Discord afirmou que possui políticas rígidas contra abuso de animais e outros conteúdos considerados prejudiciais, além de sistemas de moderação e fiscalização para combater esse tipo de prática. A defesa de Daiana Schuinsekel de Almeida não foi localizada até a divulgação das informações.
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