Operação Fluxo Oculto mira fintechs e desvio de nafta em investigação sobre esquema ligado ao PCC
há 6 horas
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O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira a Operação Fluxo Oculto. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e investiga um esquema de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis, com envolvimento do PCC, o Primeiro Comando da Capital.
As investigações apontam que organizações criminosas utilizavam fintechs, fundos de investimentos e empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos. Segundo os investigadores, o grupo atuava em um mercado clandestino de combustíveis adulterados e utilizava estruturas financeiras para ocultar a origem do dinheiro movimentado pelo esquema.
Um dos principais focos da nova etapa da operação é o desvio de nafta petroquímica. O produto, usado normalmente pela indústria química e petroquímica, teria sido direcionado ilegalmente para postos e distribuidoras de combustíveis. De acordo com a Receita Federal e o Gaeco, empresas de fachada simulavam compras regulares da substância junto a companhias do setor químico. Oficialmente, o material teria destinação industrial, mas era enviado para terminais de armazenamento de combustíveis na Grande São Paulo.
A investigação também identificou a atuação de fintechs apontadas como “bancos paralelos” utilizados pela facção criminosa. Entre 2022 e 2025, seis instituições investigadas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo os investigadores. Apenas três dessas instituições informaram cerca de R$ 8 bilhões via e-Financeira durante o ano de 2025.
Os investigadores afirmam ainda que o grupo utilizou criptoativos em operações que somam pelo menos R$ 365 milhões com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. As apurações apontam que as fintechs eram usadas para compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, além de pagamentos de colaboradores e despesas pessoais ligadas aos operadores do esquema criminoso.
Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos estão instituições financeiras localizadas na região da Faria Lima, em São Paulo. A operação busca desarticular a estrutura financeira investigada por lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e atuação no setor de combustíveis adulterados.
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