Etanol de milho deve alcançar 10 bilhões de litros de produção no Brasil em 2026, aponta setor
gazetadevarginhasi
há 39 minutos
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A produção de etanol de milho no Brasil deve alcançar 10 bilhões de litros ao final do ano-safra 2025/2026, consolidando-se como um dos segmentos de biocombustíveis que mais crescem no país, informou reportagem da CNN Brasil na terça-feira (10). O volume projetado representa cerca de um terço de toda a produção nacional de etanol, segundo declaração do presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco.
De acordo com Nolasco, o crescimento da produção de etanol a partir do milho no Brasil tem sido muito rápido nos últimos anos, com o segmento avançando a taxas superiores a 30% ao ano nos últimos oito anos, de modo que começou a ganhar espaço frente ao etanol tradicional produzido a partir da cana-de-açúcar.
Para a próxima safra, que começa em abril de 2026, as projeções preliminares da Unem apontam para um crescimento de cerca de 20% na produção, o que pode levar a oferta total de etanol de milho para algo em torno de 12 bilhões de litros no ciclo 2026/2027.
Segundo a análise da entidade, o etanol hidratado e anidro de milho inclui tanto o combustível usado diretamente em veículos flex quanto o que é misturado à gasolina, compondo uma parte cada vez mais relevante da matriz energética renovável do país.
Atualmente, a oferta de etanol de milho ainda está concentrada de forma mais significativa em alguns estados produtores — como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Minas Gerais — onde o consumo do biocombustível hidratado é mais expressivo. Em outras regiões do país, o consumo enfrenta desafios relacionados a preços e infraestrutura de oferta, o que limita a adoção mais ampla.
O setor tem avançado em direção à expansão de biorrefinarias e unidades produtoras de etanol de milho, com novas plantas industriais planejadas ou em construção em diferentes regiões, inclusive no Centro-Oeste, Sul e no chamado MATOPIBA — área que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, o que poderá ampliar a capacidade produtiva e pulverizar o consumo.
Especialistas e representantes da indústria avaliam que, apesar de o etanol de milho ainda enfrentar obstáculos para atingir a oferta interna em escala nacional, o potencial de crescimento é robusto, com possibilidade de contribuir tanto para o mercado doméstico quanto para futuras aplicações, como combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo, conforme as condições de demanda evoluam.