EUA admitem pela primeira vez ter armas implantadas no espaço; Rússia e China reagem
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Os Estados Unidos confirmaram publicamente, pela primeira vez, que possuem armas em operação no espaço. A declaração foi feita por Troy Meink, chefe da Força Aérea, que justificou a medida como defesa contra ações consideradas hostis. Ele não revelou quais equipamentos foram colocados em órbita nem quando isso ocorreu. A revelação reacendeu alertas sobre uma nova fase de disputa militar entre potências.
As tecnologias existentes incluem ataques cinéticos — que destroem satélites fisicamente — e ataques não cinéticos, como interferência de sinal, lasers e invasões digitais. Os primeiros são considerados os mais perigosos, pois os destroços podem permanecer em órbita por anos e atingir outros equipamentos. Já os métodos eletrônicos podem desativar sistemas sem deixar rastro visível. Ambos os tipos afetam também satélites civis usados para comunicação, navegação, previsão do tempo e serviços bancários.
A Força Espacial, criada no governo Trump, é responsável por essas capacidades. Os EUA acusam Rússia e China de desenvolverem armas espaciais; ambos negam intenções agressivas e criticam a postura americana. O tratado internacional de 1967 proíbe armas nucleares no espaço, mas não restringe armas convencionais — o que deixa brechas legais. Em 2022, os EUA prometeram parar testes de mísseis antissatélite lançados da Terra, mas outras formas de uso militar continuam permitidas.
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