Padaria de Nova York cobra cerca de R$ 300 por pão de fermentação natural e é criticada nas redes
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Uma padaria de Nova York, nos Estados Unidos, virou alvo de críticas nas redes sociais após cobrar US$ 60, cerca de R$ 300, por um pão de fermentação natural. O preço chamou a atenção de internautas, que questionaram o valor cobrado pelo alimento e discutiram se um produto básico como o pão deveria ser vendido por uma quantia tão elevada.
O pão é vendido pela Rye, estabelecimento localizado na Lafayette Street, número 285, próximo ao Soho, região conhecida pelas lojas de luxo e pela arquitetura histórica.
De acordo com os proprietários da padaria, o preparo do alimento leva mais de 24 horas. São necessárias 24 horas para a fermentação, além de aproximadamente uma hora de forno para assar o pão.
A preparação segue uma tradição familiar que, segundo a própria padaria, é praticada há mais de 50 anos. A receita teria origem na padaria da família localizada em Graz, na Áustria.
Segundo a descrição disponível no site da Rye, o pão é produzido com 100% de farinha de centeio orgânica e não utiliza fermento biológico industrial. A farinha usada no produto é proveniente de plantações de centeio cultivadas em solo europeu e posteriormente enviada para Nova York.
Apesar das características do produto e do longo processo de preparação, o preço provocou reações negativas nas redes sociais. Usuários comentaram publicações da padaria no Instagram questionando a cobrança de US$ 60 pelo pão.
Em uma publicação feita na semana passada, um internauta afirmou que a comida deveria servir para nutrir as pessoas, e não ser transformada em um “símbolo de status”.
Outro usuário, que afirmou ser alemão e morar nos Estados Unidos há 30 anos, comparou o preço do produto com os valores encontrados na Europa. Segundo ele, seria possível comprar um pão de centeio de qualidade por menos de 10 euros.
A discussão colocou em evidência o contraste entre o processo artesanal e tradicional defendido pela padaria e o preço cobrado pelo produto, que acabou se tornando o principal motivo das críticas nas redes sociais.
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