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EUA ampliam cota de carne bovina magra e Brasil pode ganhar espaço nas exportações

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
EUA ampliam cota de carne bovina magra e Brasil pode ganhar espaço nas exportações
Divulgação/Os Estados Unidos vão ampliar temporariamente a cota de importação de carne bovina magra, criando espaço para até 300 mil toneladas com tarifa reduzida. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil está bem posicionado para aproveitar parte dessa oportunidade.
Os Estados Unidos vão ampliar temporariamente a cota de importação de carne bovina magra com tarifa reduzida entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026. A medida estabelece espaço para a entrada de até 300 mil toneladas do produto e pode abrir uma oportunidade para exportadores brasileiros.

Dentro da cota, a tarifa será de US$ 44 por tonelada. O valor é inferior à cobrança atualmente aplicada, de 26,4%, o que torna mais atrativa a entrada de produtos como aparas magras e recortes de carne bovina utilizados principalmente na produção de carne moída.

Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil está entre os países que podem aproveitar a ampliação temporária da cota. Em nota, a pasta afirmou que “a vantagem econômica da cota é significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela”.

Preços serão acompanhados pelos EUA
A ampliação da cota também estabelece condições para os produtos importados. As autoridades norte-americanas vão monitorar os preços praticados nas operações realizadas dentro do volume adicional.

Conforme a medida, caso os preços não permaneçam pelo menos 25% abaixo dos valores de mercado, os Estados Unidos poderão eliminar imediatamente qualquer parcela restante da cota ampliada.

A regra estabelece, portanto, um mecanismo de acompanhamento durante o período de vigência da medida e pode interferir na utilização do volume disponibilizado caso as condições de preço determinadas não sejam cumpridas.
Brasil acompanha oportunidade no mercado americano

O Ministério da Agricultura informou que acompanhará a evolução da medida e as condições do mercado norte-americano. A intenção é identificar oportunidades para ampliar a presença da carne bovina brasileira em mercados considerados estratégicos.

A abertura temporária ocorre em um cenário de mudanças na política comercial dos Estados Unidos e coloca o Brasil entre os fornecedores que podem disputar espaço adicional no mercado de carne bovina magra, ao lado de países como Paraguai e Irlanda.

A medida terá validade de três meses, começando em 1º de setembro e terminando em 30 de novembro de 2026, período em que os exportadores poderão utilizar o volume adicional estabelecido pelos Estados Unidos sob a tarifa reduzida.
Fonte: BPMoney

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Gazeta de Varginha

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