EUA negam responsabilidade por ataque a festa de casamento no Irã que deixou mortos e feridos; Irã acusa americanos de crime de guerra
há 44 minutos
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POOL VIA WANA
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) negou oficialmente nesta quarta-feira (2) qualquer responsabilidade por suposto ataque a uma festa de casamento na cidade de Sirik, no sul do Irã, região próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo autoridades iranianas, quatro pessoas morreram e ao menos 50 ficaram feridas quando o local da cerimônia foi atingido por bombardeios americanos na noite de terça-feira (1º). O governo americano refuta a acusação e afirma que seus alvos foram exclusivamente instalações militares da Guarda Revolucionária.
“O Exército dos Estados Unidos nunca tem civis como alvo, ao contrário da Guarda Revolucionária”, declarou porta-voz do CENTCOM à Reuters. Segundo detalhamento americano, os ataques tiveram como alvo sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos, estruturas de colocação de minas e postos de comunicação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), todos em área costeira próxima ao Estreito de Ormuz. Washington não confirma nem nega eventuais danos colaterais, mas rejeita qualquer intenção de atingir alvos não militares.
O Irã, por sua vez, responsabiliza os Estados Unidos pelo ocorrido e classificou o bombardeio como crime de guerra. Imagens e relatos divulgados por agências oficiais iranianas mostram destroços em área residencial e relatam vítimas entre os convidados da cerimônia. O incidente aprofunda a crise em meio à maior troca de ataques entre os dois países desde julho. Em resposta aos bombardeios americanos, o Irã disparou mísseis balísticos contra bases dos Estados Unidos na Jordânia, no Bahrein e no Iraque.
A Jordânia informou que seus sistemas antiaéreos interceptaram 13 mísseis que entraram em seu espaço aéreo — dez foram abatidos e três caíram em áreas desertas sem causar vítimas. O Bahrein também confirmou a interceptação e destruição de drones iranianos em seu território. A Guarda Revolucionária chegou a alegar ter causado grande número de baixas militares americanas, mas autoridades dos Estados Unidos avaliam que não houve soldados feridos.
A troca de fogo deixa o cenário regional ainda mais tenso. Enquanto os Estados Unidos mantêm que agem em legítima defesa e visam proteger o tráfego marítimo internacional, o Irã reage com retaliações diretas a bases americanas e acusa Washington de agir fora do direito internacional. A disputa sobre o que realmente ocorreu na cidade de Sirik adiciona nova camada de conflito, com ambos os lados usando o episódio para reforçar narrativa de que o outro lado é o responsável pela escalada.
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