Exército investiga desaparecimento de 21 metralhadoras de quartel localizado em SP
- 18 de out. de 2023
- 3 min de leitura
Tropa de 480 homens não pode deixar o quartel em Barueri desde o dia 10.

Um inquérito policial militar investiga o desaparecimento de 21 metralhadoras que estavam no quartel do Exército em Barueri, na Grande São Paulo.
O exército diz que uma "discrepância no controle" apontou o sumiço das armas: 8 de calibre 7,62 e 13 de calibre .50 - uma das mais potentes armas de guerra. Capaz de 600 tiros por minuto e com alcance de mais de 3,5 quilômetros, serve pra defesa terrestre, aérea e naval.
Segundo nota do Comando Militar do Sudeste se tratavam de "armamentos inservíveis que foram recolhidos para manutenção", que diz também que foram tomadas "as providências administrativas para apurar as circunstâncias do fato e instaurado um inquérito policial militar".
As 21 metralhadoras de guerra furtadas podem derrubar aeronaves, perfurar veículos blindados, disparar 600 tiros por minuto, em média, e são capazes de atingir alvos entre 2,5 quilômetros e 6 quilômetros de distância.
A reportagem falou com especialistas em segurança e armas que explicaram o funcionamento das 13 metralhadoras calibre .50, e das oito metralhadoras calibre 7,62 que despareceram do Arsenal de Guerra da cidade.

Foram ouvidos Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz, que realiza estudos a respeito do assunto, Vinicius Domingues Cavalcante, especialista em segurança com conhecimento em armas, e militares do Exército que pediram para não serem identificados.
Segundo Bruno, essas armas furtadas podem representar risco à população se caírem nas mãos do crime organizado.
Veja nas ilustrações abaixo como cada uma delas funciona:

Cerca de 480 militares de todas as patentes completaram na terça-feira (16) uma semana impedidos de deixar o quartel onde trabalham depois que as metralhadoras desapareceram do Arsenal de Guerra de Barueri. A corporação alega que está ouvindo a tropa para tentar descobrir onde as armas foram parar. Trinta e cinco militares já prestaram depoimentos.
Na quarta (17), houve uma redução dos militares aquartelados para cerca de 160 -- cerca de 320 voltaram para casa.
O furto do armamento foi notado na última terça-feira (10), quando a corporação realizou uma vistoria interna no Arsenal de Guerra em Barueri e detectou uma discrepância no número de metralhadoras.
Desde então, soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores e coronéis estão "aquartelados" por determinação dos superiores hierárquicos. Seus celulares foram confiscados para não se comunicarem com parentes. O contato com eles está sendo feito por meio de um representante do Exército.
Maior desvio de armas








Comentários