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Fila do SUS para colonoscopia atrasa diagnóstico precoce do câncer de intestino no Brasil

  • gazetadevarginhasi
  • 23 de jul.
  • 2 min de leitura
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A morte da cantora Preta Gil, vítima de câncer no intestino, reacendeu a discussão sobre a longa espera para realizar uma colonoscopia no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame, fundamental para detectar a doença precocemente e aumentar as chances de cura, ainda enfrenta filas que duram meses ou até anos.
Nailde, de 74 anos, aguarda o exame desde novembro de 2023. Nesse período, já chegou a ser internada com infecção intestinal e tratada com antibióticos enquanto espera na fila. “Quando cheguei ao hospital, já estava com sangramento, mas sigo aguardando a colonoscopia”, contou a aposentada.
Sua filha, Nice, também precisou do exame e acabou recorrendo a um plano de saúde para não esperar mais. O resultado foi preocupante: “Já estava com 10 pólipos, e o médico disse que, se eu levasse mais cinco anos, estaria tomada de câncer”, relatou.
O câncer de intestino é o terceiro mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), com mais de 24 mil mortes em 2023 — uma a cada 20 minutos. Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 60 anos, o coloproctologista Daniel Azambuja alerta que casos em pacientes com 30 e 40 anos vêm aumentando.
Dados do Observatório da Saúde Pública mostram que em 2024 o SUS realizou mais de 570 mil colonoscopias — 65% a mais que em 2019 —, mas a demanda segue maior que a oferta. Como a fila é gerida por estados e municípios, não há um número nacional exato de pessoas aguardando.
Médicos destacam a importância do exame, que permite retirar pólipos na hora ou realizar biópsias para verificar se são malignos. No entanto, muitos pacientes só conseguem realizá-lo tarde demais, quando a doença já está em estágio avançado.

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Gazeta de Varginha

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