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Fim da patente do Ozempic pode baratear remédios, mas efeito no Brasil deve demorar

  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura
Fim da patente do Ozempic pode baratear remédios, mas efeito no Brasil deve demorar
Divulgação
Fim da patente da semaglutida abre caminho para genéricos, mas impacto no Brasil deve demorar.

A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, expira nesta sexta-feira (20/03), abrindo espaço para a produção de versões genéricas em diversos países. A mudança pode ampliar o acesso ao tratamento e reduzir significativamente os preços, principalmente em mercados como a India.

No país asiático, a expectativa é de uma forte concorrência entre farmacêuticas locais, com a entrada de dezenas de versões genéricas nos próximos meses. Analistas projetam que os preços podem cair mais da metade, tornando o medicamento mais acessível para milhões de pessoas com obesidade e diabetes tipo 2.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, substâncias que ajudam a controlar o apetite e os níveis de açúcar no sangue. Inicialmente desenvolvida para tratar diabetes, a medicação ganhou destaque mundial como uma das principais opções para perda de peso.

Especialistas destacam que a popularização dos genéricos pode transformar o mercado global. A Índia, considerada uma das maiores produtoras de medicamentos genéricos do mundo, já se prepara para ampliar a oferta e até exportar versões mais baratas para outros países.

Apesar do potencial de expansão, médicos alertam para riscos associados ao uso indiscriminado. Entre os efeitos colaterais estão náuseas, vômitos e problemas digestivos, além de complicações mais graves em casos raros. Há também preocupação com o uso inadequado sem acompanhamento médico, impulsionado por promessas de emagrecimento rápido.

Cenário no Brasil
No Brasil, a queda da patente também ocorre nesta sexta-feira, mas o impacto imediato nos preços deve ser limitado. Questões regulatórias e produtivas podem atrasar a chegada de versões genéricas ao mercado.

A Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria já analisa pedidos para fabricação da semaglutida, mas o processo de liberação deve ocorrer de forma gradual, com poucas autorizações concedidas por semestre. A previsão do setor é que os primeiros genéricos cheguem às farmácias apenas no segundo semestre de 2026.

Enquanto isso, a farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelos medicamentos originais, planeja manter sua competitividade no país, inclusive com produção local em Minas Gerais. A empresa ainda avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar estender a proteção da patente, após decisões desfavoráveis no Superior Tribunal de Justica.

Analistas apontam que, mesmo com o fim da exclusividade, a concorrência inicial deve ser limitada, o que pode impedir quedas expressivas nos preços no curto prazo.

Expectativas e desafios
A tendência global é de maior acesso a medicamentos eficazes contra obesidade e diabetes, mas especialistas reforçam a necessidade de regulação rigorosa e uso responsável.

O avanço dos genéricos pode representar uma revolução no tratamento dessas condições, desde que acompanhado de orientação médica e controle de qualidade, evitando riscos à saúde e o uso inadequado da medicação.
Fonte: CorreioBrasiliense

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Gazeta de Varginha

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