Fiocruz concede título de Doutor Honoris Causa ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus
29 de jul.
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Divulgação/(Foto: Pedro Linger)Homenagem reconhece a trajetória do dirigente da Organização Mundial da Saúde na defesa da saúde pública, da equidade e da cooperação internacional
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu, na segunda-feira (27), o título de Doutor Honoris Causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. A homenagem foi realizada no Rio de Janeiro, durante a agenda "Saúde Global em um Mundo em Transformação", aproveitando a visita do dirigente ao Brasil para participar da Conferência Internacional de Aids.
A honraria reconhece a trajetória de Tedros em defesa da saúde pública, da equidade no acesso aos serviços de saúde e do fortalecimento da cooperação entre os países para enfrentar desafios sanitários globais.
Graduado em Biologia e de nacionalidade etíope, Tedros ocupou cargos de destaque em seu país antes de assumir a direção-geral da OMS, em 2017, tornando-se o primeiro africano a liderar a organização.
Reconhecimento à liderança na saúde global
A concessão do título foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz em setembro. Durante a cerimônia, o presidente da instituição, Mario Moreira, destacou que a atuação de Tedros marcou um dos períodos mais desafiadores da história recente da saúde mundial.
Segundo Moreira, o dirigente conduziu a OMS em meio à pandemia de Covid-19, crises humanitárias e outras emergências sanitárias, fortalecendo o papel da cooperação internacional e ampliando a representação do Sul Global nos espaços de decisão da saúde mundial.
O presidente da Fiocruz também ressaltou a parceria entre a instituição e a OMS na promoção da ciência, da inovação e do fortalecimento dos sistemas públicos de saúde.
Fiocruz é referência internacional, afirma Tedros
Ao receber a homenagem, Tedros classificou a Fiocruz como um "farol" da saúde pública mundial e uma referência internacional em pesquisa científica, produção de vacinas e promoção da equidade.
O diretor-geral da OMS destacou que o maior desafio da saúde global não é apenas desenvolver novas tecnologias, mas garantir que elas estejam acessíveis à população.
Ele também reforçou que a solidariedade entre os países deve ser encarada como uma responsabilidade compartilhada e destacou a colaboração da Fiocruz com a OMS em iniciativas voltadas à produção local de tecnologias em saúde, ao fortalecimento da capacidade científica e ao acesso mais justo a vacinas, medicamentos e exames diagnósticos.
Legado na ciência e na gestão pública
Durante a cerimônia, representantes da Fiocruz destacaram a contribuição de Tedros para o fortalecimento da pesquisa científica e da capacidade de produção de insumos em saúde, especialmente após a pandemia de Covid-19.
Na leitura do memorial acadêmico e profissional, foi lembrada sua trajetória desde a formação como biólogo na Etiópia até a atuação como pesquisador, ministro da Saúde, ministro das Relações Exteriores e diretor-geral da OMS.
Entre os destaques de sua gestão no governo etíope estão a ampliação da atenção básica, a formação de aproximadamente 40 mil profissionais de saúde e a redução dos índices de mortalidade infantil.
O memorial também ressaltou sua liderança nas respostas internacionais a emergências sanitárias, como a pandemia de Covid-19, os surtos de Ebola e mpox, além de crises humanitárias em países como Sudão, Afeganistão e Gaza.
Para a Fiocruz, a homenagem simboliza o reconhecimento à contribuição de Tedros para o fortalecimento da saúde pública mundial, da cooperação científica e do acesso mais igualitário às tecnologias em saúde.
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