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Fotógrafo mineiro sumido em Paris: amigos e familiares buscam pistas enquanto aguardam ação da polícia

  • 2 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Até o momento, a família de Flávio de Castro, fotógrafo mineiro desaparecido em Paris desde 26 de novembro, tem contado com a ajuda de amigos e parentes que moram na cidade para buscar pistas sobre o seu paradeiro. Em meio à angústia e à falta de informações sobre o caso, os familiares e amigos enfrentam a burocracia e a lentidão da polícia francesa. "A legislação francesa é bem diferente quando se trata de desaparecimentos. Todo desaparecimento lá é tratado, a princípio, como algo voluntário, ou seja, ele sumiu por conta própria, e a responsabilidade não é da polícia, mas da família", explica Lucien Esteban, sócio e amigo de Flávio.

Em entrevista ao jornal O TEMPO, Esteban contou que a família está tentando convencer as autoridades francesas de que o desaparecimento não foi voluntário. "Precisamos mostrar que isso não faz sentido. Primeiro, por causa do histórico dele, e depois, porque ele deixou muitas coisas para trás. Nem o passaporte estava com ele", disse.

Até agora, os familiares têm contado com o apoio de amigos e parentes residentes em Paris para reunir informações sobre o paradeiro de Flávio. "Temos amigos brasileiros e franceses que moram lá, além de familiares, porque meu pai é francês. Ele vive no Brasil, mas minha tia e minha prima residem lá e também estão nos ajudando", afirma Lucien. Segundo ele, uma equipe de voluntários já conseguiu identificar várias câmeras de segurança que podem ter registrado os movimentos do fotógrafo. "Temos quase todos os pontos e horários possíveis de onde ele passou. Sabemos que Paris tem muitas câmeras, o que facilita a busca. Encontramos até um site que mostra a localização dessas câmeras", acrescenta.

O principal objetivo da família é que o caso seja tratado pela polícia francesa como um "desaparecimento urgente". "No Brasil, após 72 horas a pessoa é considerada oficialmente desaparecida, mas aqui é diferente. Eles dividem entre urgente e não urgente. Se não houver nenhuma evidência de que algo tenha acontecido, consideram que a pessoa desapareceu por vontade própria e não iniciam uma investigação. Queremos que o caso seja tratado como urgente, pois é muito estranho alguém desaparecer assim", conclui Esteban.

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Gazeta de Varginha

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