Fuligens das queimadas prejudicam observação do Laboratório Nacional de Astrofísica
13 de set. de 2024
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Reprodução
As queimadas estão causando sérios problemas ao Laboratório Nacional de Astrofísica, localizado em Brazópolis (MG), dificultando as pesquisas e observações astronômicas. A combinação de poeira, tempo seco e fuligem gerou uma densa névoa que impede a visibilidade do céu, prejudicando o trabalho dos pesquisadores. A névoa é tão espessa que cidades da região, antes visíveis do alto do observatório, agora não podem mais ser vistas.
O Observatório Pico dos Dias, que faz parte do Laboratório Nacional de Astrofísica, está localizado entre Brazópolis e Piranguçu, a 1.864 metros de altitude, aproximadamente 900 metros acima do nível médio da região.
"Estamos sendo fortemente impactados pelas queimadas, que além de prejudicar a saúde, afetam a pesquisa e a astronomia. Realizamos rondas 24 horas por dia para identificar possíveis focos de incêndio, pois somos responsáveis por uma área preservada de 427 hectares", explicou Saulo Gargaglioni, coordenador do laboratório.
As observações astronômicas têm sido particularmente afetadas. "Com as queimadas, observações de áreas mais baixas do céu se tornaram inviáveis. Conseguimos apontar nossos telescópios para o alto, mas a partir de um determinado ponto para baixo, a visibilidade fica comprometida", afirmou o coordenador. Ele também destacou que a frequência de manutenções nos equipamentos aumentou significativamente.
"O esquema de manutenção dos telescópios, que antes envolvia uma limpeza especial, agora precisa ser feito quase duas vezes por semana, devido à quantidade de fuligem e poeira", completou Gargaglioni.
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