Governador eleito do RS questiona eleição presidencial, mas diz que trabalhará com qualquer presidente
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FotoDivulgação/Luciano Zucco questionou aspectos do segundo turno presidencial em nota divulgada nesta segunda-feira (26), mas afirmou que defenderá os interesses do Rio Grande do Sul independentemente de quem ocupe a Presidência.
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), questionou aspectos do segundo turno das eleições presidenciais após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota divulgada nesta segunda-feira (26), o tenente-coronel da reserva do Exército mencionou supostas “interferências abusivas” e possíveis contradições nos dados da votação, mas afirmou que pretende defender os interesses dos gaúchos independentemente de quem ocupe a Presidência da República.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos.
Na manifestação, Zucco defendeu transparência e esclarecimentos sobre as supostas interferências no processo eleitoral. Entretanto, não especificou quais dados considerava contraditórios nem apresentou provas de irregularidades. As declarações representam questionamentos políticos, enquanto a Justiça Eleitoral concluiu a apuração e divulgou os resultados oficiais.
O governador eleito também afirmou estar preparado para “governar e defender os interesses dos gaúchos diante de qualquer presidente da República”. Segundo ele, suas convicções políticas permanecem, mas a responsabilidade com o Rio Grande do Sul deve prevalecer sobre as divergências partidárias.
Mudança no horário de votação gerou questionamentos
Um dos episódios que marcaram o segundo turno foi a decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou até as 19h o horário de funcionamento das seções eleitorais que ainda estavam abertas, conforme o relato apresentado no material.
A determinação exigiu adaptações operacionais da Justiça Eleitoral. De acordo com as informações divulgadas, o Tribunal Superior Eleitoral precisou interromper temporariamente o recebimento de boletins de urna para lidar com a mudança e processar posteriormente os arquivos acumulados.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) informou, em nota, que o segundo turno transcorria sem intercorrências no estado até as 17h. As seções que ainda recebiam eleitores permaneceram em funcionamento, sem reabertura de urnas já encerradas ou autorização para votação manual.
Apesar dos questionamentos políticos, o TSE confirmou a reeleição de Lula após a totalização dos votos.
Zucco se prepara para assumir o governo gaúcho
Luciano Lorenzini Zucco nasceu em Alegrete, em 1974, e serviu ao Exército Brasileiro entre 1992 e 2019, quando deixou a carreira militar com o posto de tenente-coronel. Posteriormente, ingressou na política e exerceu mandato de deputado estadual entre 2019 e 2023, antes de ser eleito deputado federal.
Em 2024, passou a integrar o Partido Liberal (PL), legenda pela qual disputou o governo do Rio Grande do Sul. Durante a campanha presidencial, apoiou Flávio Bolsonaro e acompanhou a apuração do segundo turno em Brasília.
Zucco foi eleito governador gaúcho ainda no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Conforme dados do TRE-RS, recebeu 3.516.048 votos, equivalentes a 58,05% dos votos válidos. Juliana Brizola (PDT) ficou em segundo lugar, com 1.917.374 votos, ou 31,65%. A vice-governadora eleita é Silvana Covatti (PP).
A posse da nova administração está prevista para 6 de janeiro de 2027. Durante a transição, Zucco deverá organizar a equipe de governo e preparar as primeiras articulações institucionais com a administração federal.
Eventuais contestações dependem de medidas formais
Na nota divulgada em 26 de outubro, Zucco não informou ter apresentado ação judicial para contestar o resultado presidencial nem apresentou documentação que comprovasse as alegações de interferência.
O resultado oficial permanece confirmado pela Justiça Eleitoral. Eventuais contestações dependerão de medidas formais apresentadas às instâncias competentes. Enquanto isso, o governador eleito se prepara para assumir o governo do Rio Grande do Sul e afirma que buscará defender os interesses do estado nas relações com o governo federal.
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