Governo anuncia pacote de medidas para conter alta do diesel e evitar greve de caminhoneiros
18 de mar.
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Diante da pressão de caminhoneiros e do risco de uma paralisação nacional, o governo federal anunciou nesta terça-feira (17/03) um pacote de medidas emergenciais com o objetivo de conter a alta do diesel e reforçar a fiscalização do setor de combustíveis em todo o país. A iniciativa busca evitar uma nova crise de abastecimento, em meio ao aumento dos custos do transporte e à crescente insatisfação da categoria.
Entre as ações previstas está a criação de uma força-tarefa envolvendo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procons estaduais e o Ministério da Justiça, com foco na apuração de possíveis reajustes abusivos nos preços do diesel. A medida foi motivada por denúncias de aumentos considerados desproporcionais em diversas regiões, mesmo após iniciativas governamentais para reduzir o custo do combustível.
Além da intensificação da fiscalização, o pacote inclui medidas para amenizar os impactos da alta internacional do petróleo, como subsídios e desonerações. O governo já havia promovido a redução de tributos federais sobre o diesel, com a expectativa de queda no preço ao consumidor. No entanto, esse efeito não foi totalmente repassado nas bombas, o que ampliou a insatisfação dos caminhoneiros.
Outro ponto de tensão envolve o valor do frete. Profissionais do setor relatam aumento nos custos operacionais sem a devida atualização dos contratos. Diante disso, o governo indicou que pretende reforçar a fiscalização da tabela mínima de frete, com possibilidade de sanções para empresas que descumprirem os valores estabelecidos.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que novas medidas voltadas à proteção dos caminhoneiros e ao equilíbrio do transporte de cargas serão anunciadas em coletiva no Ministério dos Transportes, em Brasília, ao lado do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.
Enquanto isso, lideranças da categoria mantêm o estado de mobilização. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o caminhoneiro Wallace Landim, conhecido como “Chorão” e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), afirmou que há insatisfação generalizada com os constantes aumentos no preço do combustível. Segundo ele, reuniões realizadas com representantes do setor indicam a possibilidade de paralisação.
A mobilização reacende o temor de uma nova crise semelhante à greve de 2018, que provocou desabastecimento em todo o país, afetando supermercados, hospitais e diversos setores da economia. Caso uma nova paralisação seja confirmada, os impactos podem incluir aumento nos preços de alimentos, dificuldades no abastecimento de combustíveis e atrasos na entrega de medicamentos e insumos essenciais.
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