Governo brasileiro repudia revogação do visto da embaixadora nos EUA e contesta justificativas
5 de ago.
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Divulgação/Palácio do Planalto afirma que decisão do governo norte-americano faz parte de uma "escalada de medidas hostis" e nega demora irregular na análise do agrément para novo embaixador dos Estados Unidos.
O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4). Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou como falsas as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para a medida.
Segundo o governo norte-americano, a revogação do visto estaria relacionada à demora do Brasil em conceder o agrément — documento de aprovação diplomática — ao indicado do presidente Donald Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
O governo brasileiro, no entanto, afirmou que não existe prazo estabelecido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas para a concessão do agrément. Também ressaltou que a divulgação pública do nome do indicado antes da autorização do país anfitrião contraria as normas diplomáticas previstas no tratado.
Acusações de interferência
Na nota, o Planalto também mencionou a negativa de visto a dois representantes do governo norte-americano, alegando que ambos pretendiam atuar no Brasil para colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.
O governo afirmou que a atuação dos Estados Unidos demonstra interesse em interferir no processo eleitoral brasileiro e classificou a decisão desta terça-feira como parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" contra o país.
Relações bilaterais
O comunicado ainda cita que autoridades brasileiras, incluindo integrantes do governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal, permanecem submetidos a sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.
Por fim, o governo destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou manter o diálogo entre os dois países e afirmou que, durante visita oficial a Washington em maio deste ano, solicitou ao presidente Donald Trump a revogação das sanções individuais aplicadas a autoridades brasileiras.
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