Governo brasileiro vê poucas chances de os EUA recuarem sobre tarifa adicional contra produtos do Brasil
3 de jul.
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Integrantes do governo brasileiro avaliam que são reduzidas as chances de os Estados Unidos desistirem da proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A percepção no Palácio do Planalto é de que há pouca margem para uma reversão da medida antes do encerramento das negociações entre os dois países.
As conversas entre representantes brasileiros e norte-americanos devem entrar na fase decisiva nos próximos dias. O governo espera realizar uma última rodada de negociações na próxima semana, antes da definição final do processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O prazo estabelecido pelos americanos para a conclusão das discussões termina em 15 de julho.
Mesmo diante do cenário considerado desfavorável, o governo brasileiro pretende manter as tratativas e buscar pontos de convergência com Washington para reduzir os impactos da medida sobre a economia nacional e sobre os setores exportadores mais dependentes do mercado americano.
Entre os temas discutidos nas negociações estão tarifas de importação, acesso a mercados, propriedade intelectual e regras comerciais adotadas pelo Brasil. O governo brasileiro, entretanto, tem sinalizado que não pretende fazer concessões em áreas consideradas estratégicas, como o sistema de pagamentos instantâneos Pix e outros instrumentos vistos como parte da soberania econômica do país.
Nos bastidores, integrantes do Executivo avaliam que parte das medidas anunciadas recentemente pelos Estados Unidos conta com apoio direto do presidente norte-americano, Donald Trump, o que reduziria ainda mais as chances de uma mudança de posição por parte da Casa Branca.
Caso as tarifas sejam efetivamente implementadas, diversos segmentos exportadores brasileiros poderão ser afetados, especialmente setores ligados ao agronegócio, à indústria de transformação e à produção de bens manufaturados destinados ao mercado norte-americano.
Apesar do pessimismo em relação ao resultado das negociações, o governo brasileiro pretende manter o diálogo diplomático e comercial até o prazo final definido pelas autoridades americanas, na tentativa de minimizar os efeitos do tarifaço sobre as exportações brasileiras e preservar a relação econômica entre os dois países.
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