Governo dos EUA inclui PCC e Comando Vermelho em lista de grupos terroristas
há 11 horas
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Divulgação/O governo dos Estados Unidos ampliou a relação de grupos criminosos classificados pelas autoridades norte-americanas como organizações terroristas.
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, ampliou a lista de grupos criminosos da América Latina classificados pelas autoridades norte-americanas como organizações terroristas. Entre os grupos incluídos estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), do Brasil.
A designação das duas facções brasileiras foi anunciada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em 28 de maio de 2026. Na ocasião, o Departamento de Estado informou que PCC e CV foram classificados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e que também seriam designados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida com vigência prevista a partir de 5 de junho.
Segundo Rubio, as duas organizações estão entre os grupos criminosos mais violentos do Brasil e possuem redes que ultrapassam as fronteiras brasileiras. A classificação permite ao governo norte-americano utilizar instrumentos previstos na legislação dos Estados Unidos contra organizações enquadradas nessas categorias.
Ampliação da lista
A ofensiva do governo norte-americano começou pouco mais de um mês após o retorno de Trump à Casa Branca, com a designação de grupos ligados ao narcotráfico. Nos meses seguintes, outras organizações foram incluídas na relação.
A medida alcançou grupos de diferentes países da América Latina, incluindo México, Venezuela, Guatemala e Equador, entre outros. Entre as organizações mexicanas citadas estão o Cártel de Sinaloa, o Cártel del Golfo, o Cártel del Noreste, La Nueva Familia Michoacana, o CJNG e os Cárteles Unidos.
O Cartel do Golfo surgiu no México na década de 1930 e atingiu seu auge sob a liderança de Osiel Cárdenas Guillén. Em 2010, o grupo rompeu com os Zetas.
Também em 2010 surgiu o Cárteles Unidos, organização que, segundo o Departamento de Estado norte-americano, esteve envolvida em atividades violentas que provocaram vítimas entre civis, militares e integrantes das forças de segurança. O grupo intensificou, a partir de 2019, os confrontos com o CJNG, que surgiu a partir de remanescentes do Cartel Milenio na década de 2010.
O Departamento de Estado também aponta que o Cartel del Noreste recorre à violência para exercer controle sobre suas atividades criminosas, incluindo ataques contra funcionários públicos no México. O Cartel de Juárez também foi incluído na lista em julho deste ano.
Venezuela, Equador e Haiti
Na Venezuela, aparecem o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles. O Tren de Aragua foi declarado desmantelado pela Procuradoria-Geral venezuelana em janeiro, embora a situação de seus integrantes e de sua estrutura tenha continuado sendo acompanhada pelas autoridades.
No Equador, Los Choneros e Los Lobos foram designados como organizações terroristas estrangeiras em setembro de 2025. Los Choneros surgiu no final da década de 1990, em Chone, enquanto Los Lobos se tornou seu rival posteriormente.
Em janeiro de 2024, o governo equatoriano decretou conflito armado interno e classificou 22 organizações criminosas como terroristas.
Entre os grupos equatorianos também está Los Tiguerones, enquanto Os Chone Killers se separaram de Los Choneros em 2020.
No Haiti, a relação inclui Viv Ansanm, formada em setembro de 2023, e Gran Grif. Segundo as informações apresentadas no levantamento, a Gran Grif é apontada como responsável por uma parcela significativa das mortes de civis na região de Artibonite desde 2022.
Outros grupos
A lista também inclui a MS-13, organização fundada na década de 1980 em Los Angeles.
Na Colômbia, o Clan del Golfo, surgido após a desmobilização das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) em 2006, foi designado como organização terrorista estrangeira em dezembro de 2025.
A inclusão do PCC e do Comando Vermelho na relação norte-americana representa uma mudança na forma como o governo dos Estados Unidos enquadra as duas maiores facções criminosas brasileiras em sua política de combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
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