Governo Trump classifica gangue equatoriana Los Chone Killers como organização terrorista
há 26 minutos
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a inclusão da gangue equatoriana Los Chone Killers na lista americana de organizações terroristas estrangeiras. A medida representa um novo passo da estratégia da administração republicana de utilizar instrumentos de combate ao terrorismo contra grupos ligados ao narcotráfico e ao crime organizado na América Latina.
O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que apontou o envolvimento da organização em atividades criminosas violentas e em ações que, segundo as autoridades americanas, representam ameaça à segurança regional e aos interesses dos Estados Unidos.
Os Chone Killers surgiram como uma dissidência da facção Los Choneros, uma das maiores organizações criminosas do Equador. Desde então, o grupo passou a atuar principalmente no tráfico internacional de drogas, em disputas territoriais e em crimes violentos associados ao avanço das organizações criminosas no país sul-americano.
A organização possui forte presença na província de Guayas, especialmente na região de Durán, considerada estratégica para rotas utilizadas pelo narcotráfico internacional. Nos últimos anos, o Equador registrou um aumento significativo da violência associada às disputas entre facções pelo controle dessas rotas e dos portos utilizados para o envio de drogas ao exterior.
Com a classificação como organização terrorista estrangeira, os Estados Unidos passam a dispor de mecanismos mais amplos para aplicar sanções financeiras, bloquear ativos e punir pessoas ou empresas que prestem apoio material ao grupo. A medida também facilita a cooperação internacional entre autoridades de diferentes países em investigações e operações contra a facção.
A decisão integra uma política mais ampla adotada pelo governo Trump de ampliar o uso da legislação antiterrorismo contra organizações criminosas internacionais, especialmente aquelas ligadas ao tráfico de drogas e à violência transnacional na América Latina.
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