Governos estaduais anunciam linhas de crédito para conter impacto do tarifaço dos EUA
gazetadevarginhasi
1 de ago. de 2025
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Com o tarifaço dos Estados Unidos já em vigor e impactando mais de 50% das exportações brasileiras, diversos governos estaduais estão tomando medidas emergenciais para mitigar os danos econômicos e proteger empresas exportadoras.
Em São Paulo, foi anunciada a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados de ICMS para empresas que exportam para os EUA. A intenção é dar mais liquidez às companhias paulistas, especialmente as que trabalham com produtos de alto valor agregado, garantindo competitividade e preservando o PIB estadual.
Minas Gerais seguiu o mesmo caminho e vai liberar R$ 100 milhões por ano em créditos. Além disso, o estado criou uma linha de crédito especial do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), no valor de R$ 200 milhões, com juros reduzidos, pagamento em até 60 meses e carência de 12 meses.
No Rio Grande do Sul, o apoio virá por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com R$ 100 milhões em crédito, juros de 8% a 9% ao ano, também com prazo de 60 meses e 12 meses de carência.
Goiás adotou medidas mais robustas: criou o Fundo Creditório, com previsão de R$ 628 milhões em créditos, metade proveniente de créditos de ICMS e metade de aportes do setor financeiro. O juro será de 10% ao ano. O estado também poderá usar o Fundeq e o Fundo de Estabilização Econômica, criados durante a pandemia, para lidar com crises econômicas.
Ceará e Rio de Janeiro, por sua vez, ainda estão em fase de avaliação. Ambos os estados anunciaram a criação de grupos de trabalho para discutir alternativas que amenizem o impacto do tarifaço sobre as economias regionais.
As medidas sinalizam uma reação coordenada entre os estados, em paralelo à resposta nacional que vem sendo articulada pelo governo federal.
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