Greve dos Correios segue nesta sexta-feira enquanto estatal aguarda decisão do TST
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Divulgação/A greve dos Correios chega ao oitavo dia nesta sexta-feira (18), após a estatal e representantes dos trabalhadores encerrarem as negociações no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sem acordo.
Os Correios encerraram as negociações com representantes dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e agora aguardam o julgamento do dissídio coletivo, marcado para a próxima segunda-feira (21). A Corte mediou as conversas entre as partes nos últimos dias, mas não houve acordo.
Com o fim das negociações, os sindicatos mantêm a greve dos Correios, que chega ao oitavo dia nesta sexta-feira (18). A paralisação afeta a prestação dos serviços da estatal.
No pedido de dissídio coletivo, os Correios alegaram a necessidade de controlar despesas durante o processo de reestruturação. Segundo a empresa, 89% das receitas são destinadas ao pagamento de salários e benefícios, cenário que, de acordo com a estatal, dificulta a recuperação financeira.
Reajuste salarial é ponto de consenso
Um dos pontos de consenso entre os Correios e os representantes dos trabalhadores é o reajuste salarial de 4,35%, calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aumento seria retroativo a 1º de agosto.
As mudanças propostas pela estatal para o plano de saúde, entretanto, permanecem entre os principais pontos de impasse nas negociações.
Os Correios também aguardam a decisão do TST para avançar na obtenção de um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a um grupo de bancos. A operação teria garantia da União.
Paralisação afeta serviços
Durante a greve, o TST já determinou que 80% dos funcionários dos Correios permaneçam em atividade, com o objetivo de garantir o funcionamento das operações da estatal.
A sessão que analisará o dissídio coletivo será presidida pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho.
Medidas propostas pelos Correios
Entre as medidas apresentadas pela empresa está a redução do adicional de férias para um terço, conforme previsto na legislação, além da aplicação das regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para horas extras, substituindo o adicional de 200%.
Os Correios também propõem retirar o abono conhecido como “vale-peru”, retomar o registro de ponto eletrônico e revisar o dimensionamento das unidades de acordo com a relação entre demanda e capacidade instalada.
Outra proposta prevê retirar dos Correios a condição de mantenedora do plano de saúde. A empresa, entretanto, continuaria subsidiando o benefício para os empregados.
Segundo a estatal, a mudança reduziria sua exposição ao risco atuarial do plano de saúde, que representa provisões próximas de R$ 600 milhões.
Agora, a definição sobre os principais pontos que envolvem a greve e as condições de trabalho ficará a cargo do julgamento do dissídio coletivo pelo TST, previsto para a próxima segunda-feira.
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