Gustavo Petro diz temer guerra civil na Colômbia após alegar fraude nas eleições presidenciais
4 de ago.
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (3) que teme uma guerra civil no país após voltar a alegar que houve fraude nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o mandatário, existem provas de irregularidades no processo eleitoral que resultou na derrota de seu candidato, Iván Cepeda, para o presidente eleito Abelardo de la Espriella.
Durante uma entrevista coletiva no Palácio de Nariño, em Bogotá, Petro declarou que a posse de De la Espriella representa um "profundo problema institucional" e classificou o presidente eleito como "ilegítimo". De acordo com ele, teria ocorrido uma "fraude eleitoral algorítmica, sistemática e em grande escala", supostamente conduzida com interferência de dinheiro e empresas estrangeiras.
O presidente colombiano também afirmou que a situação pode provocar forte reação política e social. Segundo Petro, a chegada do novo governo pode desencadear um cenário de guerra civil diante da rejeição que parte da população teria às medidas anunciadas pelo presidente eleito. Ele ainda sugeriu que De la Espriella pretende promover sua extradição para os Estados Unidos com base em acusações que considera falsas.
Abelardo de la Espriella tomará posse na próxima sexta-feira em uma cerimônia legislativa realizada em Cali, rompendo a tradição centenária de realizar a solenidade em Bogotá, diante do Congresso. Antes da eleição, o presidente eleito recebeu o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja atuação na política colombiana tem sido criticada por Petro.
A bancada de esquerda liderada por Iván Cepeda anunciou que não participará da cerimônia de posse e convocou manifestações em Bogotá, Cali e Barranquilla no mesmo dia. Enquanto isso, autoridades eleitorais colombianas e observadores internacionais mantêm o reconhecimento do resultado oficial das eleições, rejeitando as acusações de fraude apresentadas pelo atual presidente.
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