‘Hacker do CNJ’ é recapturado no Rio após fraude para fugir de presídio em BH
15 de jan.
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fonte: itatiaia
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta quarta-feira (14), os detalhes da operação que resultou na recaptura de Ricardo Lopes de Araujo, de 32 anos, conhecido como “Dom”. O criminoso havia fugido do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte, após fraudar um alvará de soltura.
O suspeito foi localizado por agentes da PCMG em um condomínio no bairro Maracanã, no Rio de Janeiro. Durante a ação, um comparsa que também estava foragido desde a primeira prisão de Dom foi detido. Segundo as autoridades, o homem é considerado de alta periculosidade e integra a organização criminosa liderada pelo hacker.
De acordo com Leandro Matos Macedo, da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO III), os policiais precisaram forçar a entrada no imóvel após resistência dos suspeitos. “Em um primeiro momento, a gente tentou que ele abrisse a porta de forma natural, mas, percebendo que havia uma resistência, nós tivemos que ingressar com uma ação de choque”, afirmou.
Ricardo Lopes de Araujo havia sido preso em 10 de dezembro, durante a primeira fase da Operação Veredicto Sombrio. No entanto, conseguiu fugir da unidade prisional em 20 de dezembro após utilizar um alvará falsificado, beneficiando também outros detentos. Um deles foi recapturado dois dias após a fuga.
As investigações apontam que Dom lidera uma quadrilha especializada em fraudes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com atuação no bloqueio e desbloqueio de veículos e valores apreendidos, além da inserção e retirada irregular de mandados de prisão e alvarás de soltura.
Segundo a Polícia Civil, a segunda fase da Operação Veredicto Sombrio contou com a participação da DRACO III, do Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP), do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que prestou apoio às diligências que culminaram na prisão do investigado no Rio de Janeiro.
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