Hitachi Energy e Eve Air Mobility firmam acordo para desenvolver infraestrutura de mobilidade aérea urbana
17 de jul.
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A Hitachi Energy e a Eve Air Mobility, fabricante de aeronaves elétricas controlada pela Embraer, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) com o objetivo de desenvolver a infraestrutura elétrica necessária para viabilizar a mobilidade aérea urbana em larga escala. A iniciativa busca antecipar um dos principais desafios para a operação comercial dos eVTOLs, aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical.
De acordo com as empresas, à medida que esse mercado se aproxima da operação comercial, a necessidade de uma rede elétrica capaz de abastecer os vertiportos passa a ser tão importante quanto o desenvolvimento das próprias aeronaves. O memorando prevê estudos e futuras frentes de cooperação, mas não estabelece, neste momento, investimentos ou aportes financeiros definidos.
Pela parceria, a Eve continuará concentrada no desenvolvimento de aeronaves voltadas principalmente ao transporte em grandes centros urbanos, enquanto a Hitachi Energy ficará responsável por estudar soluções para a infraestrutura elétrica, incluindo sistemas de recarga rápida e a integração dos vertiportos à rede de energia.
Segundo o presidente da Hitachi Energy no Brasil, Glauco Freitas, embora o acordo tenha sido firmado no Brasil e nos Estados Unidos, a expectativa é que o modelo possa ser replicado em outros mercados. Cidades como São Paulo e Nova York, que possuem intenso tráfego de helicópteros, são apontadas como candidatas naturais para esse tipo de operação.
O vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, afirmou que a parceria pretende criar as condições necessárias para tornar viável a operação comercial dos eVTOLs. Ele destacou ainda que a empresa vem firmando acordos com outras companhias para desenvolver diferentes frentes da mobilidade aérea urbana, sem divulgar quais são esses parceiros. A expectativa da empresa é de que São Paulo possa contar com cerca de 300 aeronaves desse tipo em operação nas próximas duas décadas, o que exigirá uma infraestrutura elétrica robusta.
Apesar das perspectivas para o setor, a empresa reconhece que ainda existem obstáculos para a expansão da mobilidade aérea urbana. Entre os principais desafios estão a coordenação do espaço aéreo urbano, o reforço da infraestrutura elétrica para suportar recargas rápidas e simultâneas das aeronaves e a evolução da regulamentação. Mauad ressaltou que o planejamento envolve não apenas a instalação de carregadores, mas também aspectos como disponibilidade de potência, ciclos de recarga e integração com a rede elétrica. No Brasil, a Eve informou que, até o momento, possui apenas um pedido firme da operadora Revo, que adquiriu 50 aeronaves.
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