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Homem gravado ao chamar vizinha de 'preta, macaca' já é considerado foragido em MG

Mandado de prisão foi expedido neste domingo (28) e, segundo a Polícia Civil, suspeito já é foragido da Justiça. Caso aconteceu em Boa Esperança (MG).


O homem filmado no momento em que chamava a vizinha de 'preta, macaca', dentre outras ofensas racistas, em Boa Esperança (MG), já é considerado foragido pelo crime de injúria, de acordo com a Polícia Civil. O mandado de prisão contra o suspeito foi emitido pela Justiça neste domingo (28).

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o acusado Célio Donizete Custódio, de 53 anos, irá responder pelos crimes de injúria racial cinco vezes. Isso porque, conforme a polícia, ele teria praticado cinco crimes deste tipo em dois dias, contra três vítimas diferentes. As penas, somadas, podem ser superiores a 10 anos.

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As ofensas gravadas por uma das vítimas e que repercutiram nas redes sociais teriam acontecido na tarde de sexta-feira (26) na casa dela.

A história aconteceu em um prédio na região central de Boa Esperança. De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho teria pedido para que o suspeito de 53 anos abaixasse o volume do som e tentasse acalmar os cachorros porque estava atrapalhando uma outra vizinha.

Polícia Civil apura ofensas racistas feitas por homem contra vizinha em MG — Foto: Reprodução/Redes sociais
O suspeito então teria ficado insatisfeito com as reclamações, ido até a casa da vítima e feito ofensas. De acordo com relato da vítima para a EPTV, afiliada TV Globo, estas denúncias teriam sido feitas por outros vizinhos, porém o autor afirmava que teria sido ela.

No vídeo é possível ouvir ele chamando Keila Aparecida Ribeiro, de 45 anos, de “feia”, “macaca” e dizendo que ela “mexeu com a pessoa errada”.

“Chama a polícia, me põe na cadeia, vagabunda desgraçada, me põe na cadeia. Eu to aqui em cima, eu não vou fugir não. Vagabunda, preta, macaca. [....] Mexeu com meus cachorros, foi? Achou que eles não tinham ninguém por eles? Sua feia, encardida”, disse ele no vídeo.

Além das ofensas, ele tenta tacar um vazo de flor na mulher por meio de uma fresta no portão.

A Polícia Militar foi chamada. Três pessoas, o autor, a vítima e uma testemunha, foram levadas para a delegacia, onde foram ouvidos e liberados.

De acordo com o BO, o suspeito contou que suas falas foram apenas para se defender das falas feitas pela vítima.

Na oportunidade, o suspeito não foi preso. Segundo a Polícia Civil, isso aconteceu por ele ter dito que haviam provas de que ele também teria sido vítima de uma briga maior. Por conta disso, a polícia achou por bem investigar a “possibilidade de o caso ter uma extensão maior.

No dia seguinte, no entanto, os policiais já tinham verificado provas do caso e, com isso, o mandado de prisão contra o suspeito foi expedido.

Ele não havia sido preso até esta publicação. Segundo a Polícia Civil, ele é considerado foragido da Justiça.

A vítima contou à reportagem que chegou a sair de casa junto com a filha, por correr risco caso ficasse no local após ter feito a denúncia.

A reportagem tentou contato com Célio Donizeti Custódio Sobrinho, de 53 anos. Até o momento da publicação, ele não havia dado retorno.

FONTE:G1


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