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Homem é condenado a mais de 37 anos por entregar arma a adolescente e causar morte de criança

  • gazetadevarginhasi
  • 9 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Homem é condenado a mais de 37 anos por entregar arma a adolescente e causar morte de criança
Divulgação
Homem é condenado a mais de 37 anos de prisão pela morte do enteado de 8 anos em Inhapim.

O Tribunal do Júri de Inhapim, no Vale do Rio Doce, condenou, nesta segunda-feira (7/7), um homem a mais de 37 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado contra o próprio enteado, de apenas oito anos. O crime ocorreu em 21 de dezembro de 2023, e o réu permanece preso desde sua detenção, no dia 31 do mesmo mês.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o padrasto agiu de forma dolosa e omissiva ao entregar uma arma de fogo municiada à enteada, uma adolescente de 13 anos, que, sem conhecimento para manuseá-la, acabou disparando contra o irmão mais novo, causando sua morte. A acusação destacou o “absoluto desprezo pela vida humana e a grave violação do dever de cuidado” por parte do réu.

No julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelos promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues. O homem foi condenado a uma pena total de 37 anos e seis meses, sendo 36 anos de reclusão e um ano e seis meses de detenção, com início imediato em regime fechado.

Qualificadoras e outros crimes
Foram reconhecidas no julgamento as três qualificadoras do homicídio: uso de meio que possa resultar em perigo comum, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e crime cometido por ascendente contra menor de 14 anos. Além disso, o réu também foi condenado por corrupção de menores, embriaguez ao volante e posse ilegal de arma de fogo.

Para os promotores, a sentença representa uma resposta firme à brutalidade do caso. “A condenação representa uma resposta firme e proporcional à gravidade dos crimes, reafirmando o compromisso do Ministério Público no combate à impunidade e à violência letal, sobretudo contra crianças”, afirmaram.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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