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Homem é indiciado por homicídio qualificado em caso de gari morto em Belo Horizonte

  • gazetadevarginhasi
  • 30 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
Homem é indiciado por homicídio qualificado em caso de gari morto em Belo Horizonte
Divulgação
Polícia Civil conclui inquérito e indicia suspeito por homicídio de gari em Belo Horizonte.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta sexta-feira (29), a conclusão das investigações sobre o assassinato do gari Laudenir Pereira, de 44 anos, ocorrido no dia 11 de agosto, em Belo Horizonte. O suspeito, de 47 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, além de outros crimes relacionados.

Em coletiva à imprensa, o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Álvaro Huertas, ressaltou o empenho da instituição. “Estamos diante de uma investigação conduzida com rigor técnico e imparcialidade, cujo resultado agora é encaminhado ao Poder Judiciário para a continuidade do processo penal”, afirmou.

Indiciamentos
De acordo com os delegados responsáveis, Evandro Radaelli e Matheus Moraes, o investigado responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Também foi indiciado por ameaça contra a motorista do caminhão de coleta e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

A dinâmica do crime foi confirmada por meio de depoimentos, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e dados técnicos extraídos de aparelhos eletrônicos. Segundo os investigadores, o conjunto de provas é sólido e não deixa dúvidas sobre a autoria.

Envolvimento da companheira
Durante a coletiva, os delegados informaram ainda que a companheira do suspeito, servidora da Polícia Civil, foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo na modalidade “ceder ou emprestar”. A pistola calibre .380 usada no crime era de propriedade dela.

O porta-voz da PCMG, delegado Saulo de Castro, informou que a Corregedoria acompanha o caso desde o início e instaurou procedimento disciplinar paralelo. “Tudo está sendo apurado de forma técnica e imparcial. A Corregedoria recolheu a arma institucional da servidora e seu telefone particular. Caberá ao procedimento interno avaliar eventuais responsabilidades administrativas”, explicou.

Segundo ele, a servidora poderá ser punida administrativamente, com penalidades que vão de advertência até demissão, a depender do resultado final.

Motivação
Os investigadores descartaram a existência de uma discussão prévia entre suspeito e vítima. “As provas indicam que a motivação foi fútil. Testemunhas confirmaram que o investigado agiu em razão de um incômodo momentâneo com a obstrução do trânsito durante a coleta de lixo, impondo sua vontade pelo uso da arma de fogo”, detalhou o delegado Evandro Radaelli.

A Polícia Civil também esclareceu que não houve necessidade de reconstituição do crime, já que os elementos reunidos foram considerados suficientes.

Encaminhamentos
Com a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. “A Polícia Civil cumpriu seu papel ao investigar, colher provas e apontar os responsáveis. Agora, cabe à Justiça dar sequência ao processo”, concluiu o delegado Álvaro Huertas.
Fonte: PCMG

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Gazeta de Varginha

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