Homem é preso por simular acidente para esconder feminicídio em Minas
gazetadevarginhasi
26 de jan.
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fonte: o tempo
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que a morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 41 anos, não foi um acidente de trânsito, mas sim um feminicídio cometido pelo companheiro dela. Segundo as investigações, o homem teria asfixiado a vítima dentro do apartamento onde moravam, no bairro Nova Suíça, na região Oeste de Belo Horizonte, e depois transportado o corpo até Itaúna, no Centro-Oeste do estado, para simular uma colisão.
De acordo com a apuração, às 5h56 do dia 14 de dezembro, o carro do casal passou por um pedágio na MG-050, em Itaúna. Henay estava posicionada no banco do motorista, enquanto o companheiro ocupava o banco do passageiro e conduzia o veículo. A Polícia Civil aponta que ela já estava morta havia pelo menos uma hora naquele momento.
O suspeito foi preso durante o velório da vítima e indiciado por feminicídio qualificado — por asfixia e por recurso que dificultou a defesa da mulher — além de fraude processual, por tentar alterar a cena do crime e sustentar a versão de morte acidental.
As investigações avançaram após familiares levantarem suspeitas e, principalmente, após o depoimento de uma funcionária do pedágio. Ela relatou ter visto a mulher desacordada ao volante, sem qualquer reação, enquanto o homem demonstrava nervosismo, apresentava lesões aparentes, recusou ajuda e deixou o local rapidamente.
Com base em imagens, perícias e oitivas de testemunhas, a Polícia Civil descartou a hipótese de acidente e confirmou que o caso se tratava de feminicídio.
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