Homens são condenados a 100 anos de prisão por lavagem de dinheiro em MG e RJ
19 de mai. de 2023
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Foto: PCMG / Divulgação
Dez integrantes de uma quadrilha da Grande BH, suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro em Paraty, no interior do Rio de Janeiro, foram condenados a mais de cem anos de prisão. Pelo menos outras 20 pessoas também foram condenadas com penas menores pelos mesmos crimes. Os investigados foram presos na primeira fase da operação Saxa-Montis, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
De acordo com a PCMG, a investigação apontou que o esquema de lavagem de dinheiro funcionava com o objetivo de "maquiar" a origem ilegal da renda, obtida por meio do tráfico de drogas em Minas e no Rio de Janeiro. Segundo o delegado João Francisco, do Departamento de Operações Especiais, as penas altas mostram o tamanho e o nível de organização e articulação da gangue.
“É uma organização criminosa muito bem articulada. Nós aprendemos mais de uma tonelada de cocaína. A gente está falando de um fluxo financeiro muito intenso”, explica João Francisco. Ainda conforme o responsável pela investigação, ao longo de toda a operação, foram apreendidos entre 60 mil e 70 mil reais. Os policiais também recolheram cerca de 1.250 quilos de cocaína, além de cerca de 60 veículos.
Segunda fase
Nesta sexta-feira (19), foram cumpridos um mandado de prisão e outros oito de busca e apreensão nas cidades de Vespasiano e Lagoa Santa, em Minas, e em Paraty, no Rio de Janeiro. Um homem foi preso, suspeito de fazer parte do grupo. Durante os trabalhos, foram confiscados computadores e celulares com registro de imagens, que serão analisados para concluir esta fase da operação, que começou em 2022.
Além do tráfico de drogas, o grupo também é suspeito de praticar lavagem de dinheiro. Um dos locais usados, conforme as diligências, é um posto de gasolina em Paraty, no Rio de Janeiro. Segundo João Gomes, ele era utilizado para "maquiar" a origem ilícita do dinheiro proveniente do tráfico.
“Eles precisavam apenas colocar laranjas na administração dessas empresas para que eles fizessem um fluxo financeiro ali com o dinheiro proveniente do tráfico. O posto existe. Se você for até o local, você vai ter um frentista para te atender, vai conseguir abastecer o seu veículo. Mas não há necessidade que tenha um giro muito grande de mercadorias tendo em vista que a empresa vai funcionar apenas para poder trabalhar o fluxo da lavagem do dinheiro que é proveniente do tráfico de drogas’, explica.
Ainda de acordo com João Francisco, o esquema de lavagem de dinheiro também acontece em Belo Horizonte e região. “Alguns estabelecimentos ainda estão sendo investigados, mas seriam estacionamentos na região metropolitana de Belo Horizonte”.
Na segunda fase da operação já foram presas 11 pessoas. Somando as 30 presas - e já condenadas - na primeira fase, são 41 prisões no total, o que faz com que o delegado João Francisco considere a organização já desmantelada. “Nós entendemos que essa organização já está articulada, tendo em vista inclusive que os principais envolvidos, vamos chamar o primeiro escalão, todos estão presos”, finaliza.
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