Impostos federais crescem acima da inflação e batem recorde no Brasil
gazetadevarginhasi
há 3 horas
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Arrecadação federal bate recorde histórico e fecha 2025 em R$ 2,887 trilhões.
A arrecadação de impostos e contribuições federais encerrou o ano de 2025 em R$ 2,887 trilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira. O valor representa crescimento real de 3,75% em relação a 2024, já descontada a inflação, e marca o maior resultado anual da série histórica iniciada em 2000.
O desempenho ficou levemente acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que estimava arrecadação de R$ 2,885 trilhões. As projeções do mercado financeiro variavam entre R$ 2,876 trilhões e R$ 2,913 trilhões.
De acordo com o relatório da Receita, um dos principais destaques foi o crescimento real de 20,54% na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que somou R$ 86,477 bilhões em 2025. O órgão atribui o resultado, principalmente, às operações relacionadas à saída de moeda estrangeira, ao crédito destinado a pessoas jurídicas e a títulos ou valores mobiliários, influenciadas por alterações legislativas e pelo aumento das alíquotas do imposto.
A receita previdenciária registrou alta real de 3,27%, alcançando R$ 737,571 bilhões. O avanço foi impulsionado pelo crescimento da massa salarial, pelo desempenho positivo do mercado de trabalho e pela reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do trabalho cresceu 5,75%, totalizando R$ 235,396 bilhões, refletindo ganhos nos rendimentos do trabalho assalariado e das aposentadorias. Já o IRRF sobre rendimentos de capital aumentou 6,42%, chegando a R$ 162,594 bilhões, com destaque para a alta de 23,67% nas aplicações de renda fixa.
Também houve crescimento no IRRF sobre rendimentos no exterior, que subiu 12,91%, para R$ 86,202 bilhões, enquanto o IRRF de outros rendimentos alcançou R$ 23,846 bilhões, alta de 8,17%. A arrecadação da Cofins avançou 3,13%, somando R$ 458,053 bilhões, e a do PIS/Pasep cresceu 2,65%, para R$ 123,893 bilhões.
Dezembro tem maior arrecadação da série
Em dezembro, a arrecadação federal somou R$ 292,724 bilhões, superando a mediana das estimativas do mercado, de R$ 290,10 bilhões. O resultado representa crescimento real de 7,46% em relação a dezembro de 2024 e é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho, a Receita destacou a alta real de 26,72% na arrecadação do IOF, que atingiu R$ 8,669 bilhões no mês. O avanço também foi atribuído ao aumento das alíquotas do imposto determinado pelo governo ao longo do ano.
A receita previdenciária em dezembro cresceu 4,45% em termos reais, totalizando R$ 93,501 bilhões, impulsionada pelo aumento da massa salarial. Já a arrecadação com PIS/Pasep e Cofins alcançou R$ 10,724 bilhões, alta real de 3,43%.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 32,701 bilhões no mês, crescimento real de 22,70%, explicado principalmente pelo aumento da arrecadação com aplicações de renda fixa. Parte desse resultado foi influenciada pela vigência temporária da Medida Provisória 1.303, que alterava alíquotas do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, embora o texto tenha sido derrubado pelo Congresso em outubro.
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