top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Inflação de abril deve desacelerar, mas guerra no Oriente Médio mantém pressão sobre preços

  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura
O mercado financeiro acompanha nesta terça-feira (12) a divulgação de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, em um cenário ainda marcado pelas incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre a economia global.
Segundo a mediana das projeções do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril deve registrar alta de 0,69%. Embora o resultado represente desaceleração em relação aos 0,88% registrados em março, analistas avaliam que os preços seguem pressionados, principalmente pelos efeitos indiretos da crise internacional.
Entre os principais fatores apontados por economistas estão os combustíveis e os alimentos, que continuam exercendo forte influência sobre a inflação ao consumidor.
O economista do Banco BV, Christian Meduna, afirma que ambos os grupos ainda devem apresentar variações elevadas, apesar de menores do que no mês anterior. Segundo ele, os combustíveis refletem diretamente os preços globais, enquanto os alimentos sofrem impactos relacionados ao custo do frete e também a questões climáticas.
Já o Departamento de Pesquisa Econômica do Daycoval trabalha com projeção um pouco mais elevada, estimando avanço de 0,71% no IPCA de abril. O banco destaca pressões nos preços da gasolina, medicamentos e alimentos, principalmente itens in natura, leite, ovos, feijão e carne vermelha.
A instituição também aponta que os chamados preços administrados devem continuar pressionados devido ao reajuste sazonal de medicamentos e aos impactos do conflito internacional sobre os combustíveis.
Analistas ouvidos pelo mercado avaliam ainda que o setor de serviços pode apresentar desaceleração parcial, influenciado pela queda nas passagens aéreas após os aumentos registrados no início das tensões internacionais.
Apesar da expectativa de redução no ritmo da inflação mensal, economistas afirmam que o índice continua em patamar elevado. Segundo Leonardo Costa, economista do ASA, os efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio ainda seguem se espalhando pela economia e pressionando os preços ao consumidor.
O Daycoval também alerta que setores mais ligados à atividade econômica e ao mercado de trabalho permanecem pressionados, mantendo os chamados serviços subjacentes em níveis considerados elevados, o que continua sendo um desafio para o Banco Central.
Além do cenário internacional, especialistas apontam preocupação com fatores climáticos. O economista sênior do Inter, André Valério, afirma que o fenômeno El Niño pode pressionar ainda mais os preços dos alimentos no segundo semestre, além de afetar custos ligados à habitação, como energia elétrica.
Segundo ele, essas condições podem provocar impactos prolongados na inflação, gerando reflexos também para 2027. A projeção do Inter é de que o IPCA encerre aquele ano com alta acumulada de 3,8%, acima do centro da meta estabelecida.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page