Inteligência artificial brasileira ajuda polícia a esclarecer 7 mil casos e recuperar mais de 2 mil veículos
há 24 minutos
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Uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida no Brasil está sendo utilizada pelas forças de segurança para acelerar a análise de informações e auxiliar na investigação de crimes.
Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (3), a tecnologia já contribuiu para o esclarecimento de aproximadamente 7 mil casos em São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará.
A solução foi criada pela empresa brasileira Pax e permite cruzar dados que já estão disponíveis em sistemas utilizados pelas autoridades.
Entre as informações analisadas estão boletins de ocorrência, registros de veículos, imagens e dados de investigações criminais.
A ferramenta também é utilizada em procedimentos relacionados a homicídios, tráfico de drogas, violência contra a mulher e roubos.
De acordo com a empresa, a utilização do sistema contribuiu para aproximadamente 4,7 mil prisões e a recuperação de 2,1 mil veículos até outubro de 2026.
Em Goiás, dados da Secretaria de Segurança Pública apontam mais de 3 mil casos esclarecidos e a recuperação de aproximadamente mil veículos.
No Paraná, a tecnologia foi empregada em 20 municípios e auxiliou no esclarecimento de quase 1,9 mil ocorrências, segundo informações da segurança pública estadual.
Um dos exemplos apresentados ocorreu em Goiânia, durante a investigação de um furto a uma joalheria.
Com o cruzamento de informações e imagens, os policiais conseguiram reconstruir parte do percurso de fuga dos suspeitos e realizar três prisões no mesmo dia.
A empresa afirma que o sistema não determina quem é culpado. As informações apresentadas precisam ser verificadas por policiais responsáveis pelas investigações.
As consultas também ficam registradas, permitindo identificar os profissionais que acessaram os dados.
Apesar dos resultados divulgados, especialistas apontam que o emprego de inteligência artificial na segurança pública exige cuidados relacionados à privacidade, à proteção de informações pessoais e ao risco de identificação incorreta de suspeitos.
Os números apresentados representam resultados atribuídos à utilização da plataforma, e não uma comprovação independente de que todas as ocorrências foram solucionadas exclusivamente pela tecnologia.
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