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Investigação aponta espionagem, acesso a dados sigilosos e blitze simuladas em Minas

  • há 48 minutos
  • 2 min de leitura
Investigação aponta espionagem, acesso a dados sigilosos e blitze simuladas em Minas
Divulgação/PF e Gaeco cumprem prisões e buscas na segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem
PF e Gaeco deflagram segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem em Minas Gerais.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (19), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeco/MPMG), a segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar para dificultar investigações e interferir no andamento de processos judiciais.

Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além da determinação de suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. As medidas foram autorizadas por um colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais responsável pelo processamento e julgamento das ações relacionadas ao caso.

A primeira fase da operação teve como foco desarticular uma organização criminosa apontada por atuar na neutralização da ação estatal, mediante práticas destinadas a embaraçar investigações e prejudicar o regular andamento de ações penais decorrentes de outras operações. Entre as condutas investigadas estavam o monitoramento de alvos e tentativas de obstrução de investigações oficiais.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações mais recentes indicaram que o grupo teria contratado uma empresa especializada para realizar atividades de espionagem contra pessoas consideradas de interesse da organização, incluindo autoridades públicas e particulares.

As investigações também apontam a realização sistemática de monitoramento de indivíduos, obtenção indevida de dados pessoais e informações sensíveis, além de supostas tentativas de aproximação com agentes públicos para fins ilícitos.

Outro aspecto identificado pelos investigadores foi a tentativa de contratação de operações policiais simuladas, conhecidas como blitze fictícias, bem como ofertas para obtenção irregular de informações protegidas por sigilos bancário e telefônico.

Segundo a Polícia Federal, há ainda indícios de acessos indevidos a sistemas restritos pertencentes a órgãos de segurança pública.

Os investigados poderão responder por crimes como embaraço à investigação envolvendo organização criminosa, violação de sigilos bancário e telefônico, entre outros delitos que poderão ser confirmados ao longo do aprofundamento das investigações.
Fonte: PF

Gazeta de Varginha

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