Investigação da PF aponta suspeitas em restaurante de MC Ryan SP e uso de familiar como “laranja”
20 de abr.
1 min de leitura
Reprodução
A Polícia Federal identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis em um restaurante ligado ao cantor MC Ryan SP. Segundo a investigação, o estabelecimento teria sido utilizado em um esquema para misturar recursos ilícitos com receitas legais.
De acordo com os investigadores, o restaurante operava normalmente, com pagamentos a fornecedores e funcionamento regular, o que ajudava a dar aparência de legalidade às transações realizadas. Ainda assim, os valores movimentados chamaram atenção por não condizerem com o porte do negócio.
Entre abril de 2024 e outubro de 2025, o estabelecimento movimentou mais de R$ 30 milhões, com média mensal superior a R$ 1,4 milhão. A Polícia Federal apontou que esse volume financeiro é incompatível com a estrutura do restaurante.
A investigação também indica que a avó do cantor, Vera Lúcia Santana, e o companheiro dela, Tiago de Oliveira, teriam sido utilizados como “laranjas” para ocultar o real controle do negócio e a origem dos recursos.
Segundo a PF, Vera Lúcia Santana assumiu a sociedade do restaurante após o artista se tornar alvo de investigações. A medida teria como objetivo resguardar valores com aparência de legalidade.
Ainda conforme o relatório, o estabelecimento recebia depósitos frequentes, incluindo valores fracionados para dificultar o rastreamento, além de transferências de outros investigados por lavagem de dinheiro. Após passarem pelo caixa do restaurante e serem misturados ao faturamento regular, os recursos eram redistribuídos com aparência lícita.
As apurações fazem parte da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo atividades ilícitas como tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas virtuais. A operação contou com mais de 200 policiais, cumprimento de mandados e bloqueio de bens ligados aos investigados.
Comentários