Irmã de Kim Jong-un ameaça o Japão após teste de míssil e reforça influência no regime norte-coreano
7 de ago.
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A irmã mais nova do líder norte-coreano Kim Jong-un, Kim Yo-jong, voltou ao centro das atenções internacionais após fazer duras críticas ao Japão e ameaçar que a Coreia do Norte poderá adotar "novas escolhas militares". A declaração ocorreu depois de os japoneses realizarem um teste com um míssil de cruzeiro Tomahawk, de fabricação norte-americana, em meio ao aumento das tensões na região. Pouco depois das ameaças, Pyongyang lançou um míssil balístico em direção ao mar na costa leste da Península Coreana.
Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Kim Yo-jong afirmou que o Japão tenta encobrir sua intenção de se transformar em uma potência militar. Ela também citou outros testes de mísseis conduzidos por Tóquio e a participação japonesa em um exercício militar liderado pelos Estados Unidos nas Filipinas, realizado anteriormente neste ano.
Considerada por especialistas uma das figuras mais influentes do governo norte-coreano, Kim Yo-jong é apontada pelo biógrafo Sung-Yoon Lee como a segunda pessoa mais poderosa do regime. Ela estudou na Suíça entre 1996 e 2001 ao lado do irmão e passou a ganhar projeção internacional durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, quando se tornou a primeira integrante da dinastia Kim a visitar oficialmente a Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia.
Nos anos seguintes, Kim Yo-jong acompanhou Kim Jong-un em encontros diplomáticos, incluindo as cúpulas com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em 2021, foi promovida à Comissão de Assuntos de Estado, principal órgão de decisões da Coreia do Norte, consolidando ainda mais sua posição dentro da estrutura de poder do país. Analistas afirmam que sua influência decorre da confiança depositada pelo irmão e a consideram a principal figura para garantir a continuidade do regime caso ocorra uma sucessão.
O lançamento do míssil balístico norte-coreano ocorreu poucos dias antes do início dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos. Washington e Seul afirmam que as manobras têm como objetivo fortalecer a capacidade de defesa e ampliar a dissuasão diante das ameaças nucleares e dos programas de mísseis da Coreia do Norte. Já Pyongyang costuma classificar esses treinamentos como preparativos para uma possível invasão.
De acordo com as Forças Armadas sul-coreanas, o míssil foi lançado a partir da região costeira de Wonsan, no leste da Coreia do Norte. Após o disparo, o gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança e condenou a ação, afirmando que o lançamento representa uma provocação e viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
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