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Irã afirma que acordo com os EUA ainda não é iminente e mantém impasse sobre Estreito de Ormuz

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (25) que houve avanços em algumas discussões com os Estados Unidos, mas destacou que um acordo entre os dois países ainda não está próximo.
Durante entrevista coletiva em Teerã, capital iraniana, Baghaei declarou que não existe garantia de que os norte-americanos cumprirão compromissos assumidos em futuras negociações.
“Não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”, afirmou o porta-voz.
Segundo o governo iraniano, o programa nuclear do país não faz parte das discussões atuais e o Irã mantém a exigência de encerramento dos conflitos em todas as frentes, incluindo o Líbano, antes de avançar em temas nucleares.
O país também busca adiar negociações mais detalhadas sobre seu programa atômico até que haja declaração formal do fim da guerra.
Baghaei afirmou ainda que Teerã tem observado mudanças frequentes nas posições adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, o que, segundo ele, dificulta o avanço das negociações diplomáticas.
“Em poucas horas, você se depara com posições completamente diferentes e, em muitos casos, contraditórias”, declarou.
O porta-voz evitou confirmar diretamente a possibilidade de cobrança de pedágio para passagem pelo Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o comércio mundial de petróleo, mas afirmou que é natural que serviços ligados à navegação tenham custos.
Antes do conflito, o estreito era responsável por aproximadamente um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também reduziu as expectativas sobre um acordo imediato. Segundo ele, Washington pretende priorizar a diplomacia antes de considerar outras alternativas.
Rubio afirmou que existe uma proposta considerada consistente envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz e o início de negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Apesar disso, os dois países seguem divergindo sobre temas considerados centrais, incluindo as ambições nucleares do Irã, sanções econômicas, conflitos regionais e o destino das receitas iranianas bloqueadas em bancos estrangeiros.
Autoridades americanas afirmaram ainda que o Irã concordou, em princípio, com a reabertura do estreito em troca de medidas relacionadas ao levantamento do bloqueio naval dos Estados Unidos e discussões sobre enriquecimento de urânio.
Segundo integrantes do governo americano, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, teria apoiado o esboço geral das negociações.

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Gazeta de Varginha

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