Irã ameaça confiscar bens de cidadãos que vivem no exterior e apoiem países considerados hostis
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O governo do Irã anunciou que poderá confiscar bens de cidadãos iranianos que vivem no exterior caso sejam considerados apoiadores de governos classificados como “hostis” pelo regime. A medida foi divulgada pelo gabinete do procurador-geral iraniano e ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e às tensões com Estados Unidos e Israel.
De acordo com autoridades iranianas, a decisão mira pessoas que, mesmo vivendo fora do país, manifestem apoio político ou colaboração com adversários do regime. Segundo a declaração oficial, qualquer forma de cooperação, apoio ou simpatia a governos considerados inimigos poderá resultar em sanções legais e confisco de propriedades no Irã.
A medida ocorre após manifestações de membros da diáspora iraniana em diversos países. Em cidades da Europa e dos Estados Unidos, grupos de iranianos foram às ruas demonstrar oposição ao regime de Teerã e apoio a ações militares contra o país. Essas manifestações provocaram reação das autoridades iranianas.
Segundo o governo, cidadãos no exterior que apoiem ou colaborem com adversários do país poderão sofrer punições previstas na legislação iraniana. Entre as possíveis penalidades estão o confisco de bens e outras sanções judiciais, dependendo da avaliação das autoridades sobre o comportamento do indivíduo.
O anúncio também ocorre em um momento de intensificação do conflito regional e de mudanças políticas dentro do próprio Irã. A escalada das tensões tem levado o governo a adotar medidas mais rígidas contra opositores e contra pessoas consideradas colaboradoras de governos estrangeiros.
Autoridades iranianas afirmaram que a decisão busca proteger a segurança nacional e impedir que cidadãos no exterior apoiem ações militares ou políticas contra o país. Ao mesmo tempo, a medida amplia a pressão do regime sobre membros da diáspora, que somam milhões de pessoas espalhadas por diferentes regiões do mundo.