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Irã ameaça dar "resposta devastadora" caso EUA ataquem a Montanha Pickaxe, diz fonte

  • 14 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo do Irã dará uma "resposta devastadora" caso os Estados Unidos concretizem a ameaça de atacar a Montanha Pickaxe, conhecida no país como Kuh-e Kolang. A declaração foi feita à CNN por uma fonte de segurança de alto escalão em Teerã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que o local poderá ser alvo de uma ofensiva em breve.

Segundo a fonte iraniana, uma eventual ação militar teria consequências diretas para as forças americanas e seus aliados na região. Ela afirmou que, caso as ameaças sejam executadas, "o preço será pago pelos soldados americanos e seus parceiros regionais", classificando a resposta do Irã como devastadora.

Na segunda-feira (13), durante entrevista ao programa The Hugh Hewitt Show, Trump declarou que a Montanha Pickaxe está "na lista" de possíveis alvos militares. O presidente afirmou que os Estados Unidos não observam atividade relevante no local e acrescentou que o país "provavelmente" dará uma chance à Pickaxe em breve, em referência a um possível ataque.

A fonte de segurança iraniana rejeitou as alegações de que a montanha abrigaria atividades relacionadas ao programa nuclear do país. Segundo ela, as acusações feitas pelos Estados Unidos são falsas e não justificariam uma ofensiva militar contra a área.

A mesma fonte também comentou a situação no Estreito de Ormuz, cuja interrupção da navegação foi anunciada pelo Irã no fim de semana. De acordo com o representante iraniano, o país não recuará na defesa dos direitos do povo iraniano e manterá sua posição em relação aos acordos envolvendo a estratégica rota marítima, independentemente de os Estados Unidos decidirem atacar ou não a Montanha Pickaxe.

As declarações ampliam a tensão entre Washington e Teerã em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã intensificaram ações militares e trocas de ameaças, enquanto o Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa por seu impacto estratégico no comércio internacional e no mercado global de petróleo.

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Gazeta de Varginha

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